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O desenvolvimento da I Guerra foi marcada por uma intensa hostilidade entre as forças beligerantes, com ampliação de uma mortandade generalizada, amplificada pelo uso da tecnologia, com armas cada vez mais potentes.

Após um início acachapante com o uso de deslocamento de exércitos e equipamentos em guerra de ofensiva, ainda em 2015, o Front Ocidental é caracterizado pelo impasse na disputa militar.  Inicia-se uma etapa conhecida como guerra de posições, em que cada espaço é disputado ferozmente. As batalhas se dão através das famigeradas trincheiras, que se revelam verdadeiros infernos a céu aberto, com o prosseguimento do extermínio coletivo.

A explosão do conflito mundial representou o acirramento da luta de classes em todos os terrenos, entretanto, no momento inicial as classes dominantes nacionais promoveram  uma intensa campanha patriótica para aglutinar a “ unidade nacional” para justificar e mobilizar para guerra.

A Guerra e a  falência da II Internacional

Os grandes partidos socialistas europeus inspirados na solidariedade internacionalista, sob a influência direta do marxismo, construíram a Internacional Socialista(1889), também chamada de II Internacional. O eixo fundamental do internacionalismo pode ser sintetizada na frase que finaliza o Manifesto Comunista de 1848, escrito por Marx e Engels, “ operários do mundo inteiro, uni-vos !”.

Apesar das solenes proclamações de internacionalismo e de rejeição na participação na guerra capitalista, os partidos socialistas foram arrastados pelo chauvinismo. Os setores majoritários dos partidos da II Internacional apoiaram os respectivos governos nacionais nos esforços de guerra.  Dois episódios são marcantes em 1914: i) o assassinato um pouco antes da guerra de Jean Jaurés, liderança anti-militarista da Seção Francesa da Internacional Operária (SFIO); ii) o voto do Partido Social-Democrata da Alemanha , principal partido da II Internacional Socialista, nos créditos de guerra no parlamento alemão.   

O apoio dado a guerra pelos principais dirigentes e partidos da II internacional representou um acontecimento decisivo para o movimento operário internacional. Lênin assinala a falência da II Internacional, pela traição aos interesses da classe trabalhadora, e proclama a necessidade de aproveitar a guerra imperialista para levar a vitória da revolução, pregando o “ derrotismo revolucionário” , defendendo uma luta contra a guerra e por uma nova internacional.

Durante a guerra, setores minoritários da II Internacional, como Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht na Alemanha e Lênin na Rússia construíram um movimento de oposição a guerra, em 1915 foi realizada a Conferência de Zimmerwald, como expressão desse movimento.

Depois da  guerra? Revolução, contra revolução e outra guerra

A I guerra simbolizou não somente o fim de uma era, mas delineou questões fundamentais no século XX, como o esfacelamento dos antigos impérios multinacionais europeus como o Austro-Húngaro, o papel cada vez mais relevante dos Estados Unidos como principal pais imperialista do mundo e a crescente presença da revolução socialista como um fator proeminente no século XX.

Um desdobramento importante I Guerra Mundial foi  uma profunda instabilidade nos regimes políticos, com o colapso econômico e a proliferação de situações revolucionárias. Na medida em que os gastos públicos subiam, com mais destruição e mortes uma onda de descontentamento se transformou em Tsunami revolucionário, que teve a Revolução Russa, o seu episódio mais marcante. A  ocorrência  de  revoluções derrotas na Alemanha, ( 1918-1923), a breve República Socialista na Hungria( 1919) e as greves italianas ( 1920-21) são indicadores que o aprofundamento da crise capitalista, com desenvolvimento de situações revolucionários não se resumia na revolução vitoriosa na Rússia.

A deterioração do antigo mundo burguês estava patente,  fenômenos como o crack da Bolsa de Nova York(1929)  e o surgimento da contra revolução organizada, através dos regimes fascistas são exemplos contundentes dessa situação.

As consequências da I Guerra são contraditórias, mas no fundamental indica que apesar da espetacular destruição, não houve uma efetiva resolução dos fatores que levaram a guerra, em especial na acirrada disputa entre as principais potências imperialistas. Assim, após    um breve período de paz ( entre 1918 a 1939) acontecerá  a retomada dos enfrentamentos militares, com uma carnificina ainda mais monstruosa, com uma destruição ainda mais ampla na chamada II Guerra Mundial.

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