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Censura: arma do imperialismo

10 de maio de 1933: nazistas queimam de livros em praças públicas

Em menos de 2 meses no poder os nazistas realizaram uma gigantesca queima de livros em mais de 30 cidades universitárias assim suprimindo totalmente a liberdade de expressão

Tempo de Leitura: 2 Minutos

Nazistas queimam livros em praça pública. – Foto: Reprodução.

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No dia 10 de maio de 1933 na Praça da Ópera em Berlim a União dos Estudantes Alemães dominada pelos nazistas realizou a maior queima pública de livros do regime, foram mais de 25mil volumes. O ministro da propaganda Joseph Goebbels esteve presente no ato e discursou contra a “decadência e a corrupção moral” e em defesa da “decência, da moral familiar e do Estado”, o nazismo havia tomado o poder apenas há menos de 2 meses e já decaia a gigantesca tragédia sob a classe operária.

O regime fascista de Hitler realizou uma das maiores operações de censura da história da humanidade, a classe operária alemã que era a mais organizada de todo o mundo não só precisava ter todas os seus sindicatos, partidos, e demais organizações populares completamente destruídas como deveria ter o acesso à informação negado completamente. Não foram apenas os livros de política, como os de Marx, Engels, Lenin e Trotski, os censurados mas também livros de diversas outras áreas do conhecimento.

Se destacam os livros de Einstein, Freud, Herman Hesse, Kafka, Victor Hugo, Hemingway, Joyce, Dostoieski, Oscar Wilde, Nobokov e Tolstoi, dentre muitos outros. De acordo com os próprios nazistas as categorias que deveriam ser banidas eram: traidores, marxistas, liberais, arte decadente, sexualidade, livros escritos por judeus, dentre outras. Ao mesmo tempo as bibliotecas e livrarias deveria se estocar de livros que defendessem o regime fascista.

A queima dos livros veio em conjunto com a perseguição aos artistas que se opunham ao regime, muitos se exilaram, foram mandados a campos de concentração ou até executados. Todo o processo foi protagonizado pelas universidades que sofreriam expurgos durante o período, no total foram 34 cidades universitárias por toda a Alemanha que realizaram queimas de livros entre o dia 10 de maio e o dia 21 de junho, sendo a maior de todas em Berlim, lá uma multidão foi convocada para assistir a queima e os discursos foram divulgados pelo rádio para todo o país.

O direito a liberdade de expressão é um dos principais direitos democráticos e na atual época do imperialismo esta sob constate ataque da burguesia. O caso do nazismo é extremo pois foi um dos regimes mais brutais impostos pelos capitalistas e suprimiu ao máximo todos os direitos democráticos da população, mas não é um caso único, níveis de censura semelhantes também existiram nas ditaduras militares na América Latina e em todo o mundo. Agora o regime pseudo democrático dos países imperialistas ataca cada vez mais esta liberdade.

Para a classe operária a defesa de todos os direitos democráticos deve ser uma pauta irredutível, a perda de direitos dificulta a luta dos trabalhadores contra a dominação da burguesia, é por isso que ela está sempre pressionando para que os direitos sejam suprimidos. Quando setores da esquerda defendem qualquer tipo de censura, mesmo as mais brandas como a supressão de passagens em livros, eles estão fazendo coro com a direita e portanto indo contra os interesses da classe operária. A liberdade de expressão só pode existir se for irrestrita.

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