10 anos presa por ter sofrido aborto espontâneo: isso precisa acabar

Foram 10 anos presa de uma sentença de 30 anos, Teodora Del Carmen Vásquez foi presa em 2007 após ter sofrido um aborto espontâneo, ela que já passava por complicações durante a gravidez que acarretaram em um parto prematuro onde o feto nasceu morto. Tudo isso aconteceu de maneira espontânea, mas não foi desse modo que o caso fora tratado pelas leis de El Salvador, onde existe duras leis que punem mulheres pela prática de aborto.

Um exemplo claro disso está nas 27 mulheres que permanecem presas por conta das leis retrógradas que proíbem a interrupção da gravidez. Assim como o caso de Teodora, diversas mulheres que também sofreram aborto espontâneo tendem a ficar sob vigilância, com grande maioria das gestantes o que ocorre são acusações de homicídio, no qual dentro das leis colocadas contra as mulheres a pena pode chegar até 50 anos, um evidente absurdo junto a uma política de massacre direto contra as mulheres.

Isso precisa acabar, as mulheres cada vez mais são alvo dos piores ataques, a luta pelo direito irrestrito do aborto é uma reivindicação histórica na luta das mulheres, em países como El Salvador é preciso que as mulheres se organizem diante da luta para barrar tais medidas que somente contribuem para o aumento da opressão das mulheres como um todo; pôr fim às prisões e penas absurdas.

Teodora Vásquez obteve sua liberdade pela Corte de El Salvador, contudo não foi inocentada, quer dizer, após 10 anos de uma prisão arbitrária ainda terá que lutar por sua inocência junto ao judiciário. A libertação de Teodora também demonstra um avanço no que diz respeito a luta pela emancipação das mulheres, mas para além disso é preciso lutar pela liberdade de todas as mulheres que ainda se encontram no cárcere injustiçadas pelas leis obscurantistas do Estado.