1º de Maio: organizar caravanas de todo o País para ocupar Curitiba

Diante da prisão do ex-presidente Lula, não pode haver mais qualquer ilusão nas instituições golpistas, em uma saída que venha de qualquer resolução em que o STF e outras instâncias do golpe respeitem a Constituição e respeitem os direitos de Lua e do povo brasileiro.

A maior liderança popular do País foi presa após um processo arbitrário, sem provas, com violação dos os direitos de defesa, como a presunção de inocência; delações – obtidas com base em torturas, assédios etc. – sem qualquer base na realidade foram aceitas como “provas”, deixando mais que evidente a disposição dos golpistas de irem até as últimas consequências para impor uma ditadura que assegure os interesses dos verdadeiros donos do golpe.

Mais de três décadas depois da ditadura militar, Lula é um preso político, perseguido implacavelmente pelo imperialismo, pela direita e pela venal imprensa golpista; mantido em uma solitária, sem que lhe seja assegurado nem mesmo o direito a visitas, inclusive, de autoridades nacionais (como os governadores e internacionais (como ex-presidentes) e o prêmio Nobel da Paz). O ex-presidente foi mandado para uma masmorra em Curitiba.

Em Curitiba, mesmo os direitos de preso são negados a Lula pelo juiz fascista, Sérgio Moro, e  sendo “vigiado” por agentes fascistas da Polícia Federal, apoiadores de Bolsonaro, defensores e praticantes do massacre do povo pobre nas periferias.

As manifestações contra a prisão de Lula, em São Bernardo do Campo, que fizeram a direita golpista tremer, indicaram que não há outro caminho para combater e derrotar todas essas arbitrariedades que não seja a mobilização operária e popular.

Há uma clara vacilação nesse sentido por parte das direções políticas e sindicais. Pressionadas pela esquerda burguesa e pequeno burguesa que – como abutres – só pensam em tirar proveito da prisão de Lula, auferindo supostas vantagens eleitorais. Isso quando as eleições, se ocorrerem -com Lula na cadeia -, serão uma fraude total, manipuladas para darem a “vitória” a um candidato que aceite ser o novo “carrasco”  do povo brasileiro e levar adiante as medidas desejadas pelo o imperialismo, como a “reforma”  da Previdência, as privatizações,  a manutenção da fraude da lava jato etc.

Contra esta política reacionária, é preciso fortalecer o acampamento de Curitiba, não recuar frente as ameaças dos golpistas, as provocações, as chantagens, como as multas absurdas estipuladas contra a manifestação pela justiça. É preciso deixar para trás toda ilusão nas eleições e impulsionar uma ampla mobilização.

É hora de fortalecer e colocar para funcionar, para agir os comitês de luta contra o golpe, contra a prisão de Lula, pela anulação do impeachment etc. levantando em todos os locais a palavra de ordem liberdade para Lula.

A tarefa do momento é que os comitês e todas as organizações de luta dos explorados organizem caravanas para ocupar Curitiba de maneira permanente em defesa da liberdade do ex-presidente, principalmente, no dia primeiro de maio, dia internacional de luta  do trabalhador.

Em cada sindicato, cada organização  do movimento popular, nos bairros,nas escolas e universidades é preciso organizar listas, lotar ônibus, preparar faixas, cartazes etc. organizar colagens, panfletagens, enfim, um amplo trabalho de agitação e propaganda, tendo como objetivo organizar uma grande ocupação de Curitiba, pela liberdade de Lula e de todos os presos  políticos do regime; pelo fim da criminosa operação lava jato, cancelamento das “reformas” dos golpistas, anulação do impeachment e derrota do golpe de Estado.