Grande nome do rock n’ roll
Músico deu voz a uma geração contestadora, com suas letras que criticavam religião, costumes, individualismo burguês, consumismo e intervenções imperialistas mundo afora
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
john-lennon-9379045-2-402
Artista se tornou um dos porta-vozes da juventude de sua geração | Foto: Reprodução / Biography

Nesta sexta-feira (9/10), o cantor, compositor e ativista britânico John Lennon, se vivo estivesse, completaria 80 anos. Conforme é do conhecimento de todos, Lennon foi assassinado por Mark Chapman, em 8 de dezembro de 1980, quando entrava em sua residência após retornar de um estúdio.

Nascido em uma família pobre de Liverpool (uma das cidades mais industrializadas do Reino Unido), abandonado pelo pai ainda criança e órfão de mãe com apenas 17 anos, John Lennon, desde os primeiros anos de sua juventude, influenciado pela realidade adversa em que vivia, queria ser um “Working Class Hero” (herói da classe trabalhadora).

Lennon entraria para a história da música quando, em 1960, se juntaria a Paul McCartney, George Harrison e Ringo Starr para formar aquela que é por muitos considerada como a maior e mais influente banda de rock ‘n’ roll de todos os tempos: os Beatles.

Mais do que um mero estilo musical, o rock é também um fenômeno político/cultural. Foi um dos principais meios utilizadas pela juventude dos anos 60 para canalizar todo seu descontentamento e repulsa ao estilo de vida consumista impulsionado pelo capitalismo.

Não por acaso, dentro da profícua obra dos Beatles (treze álbuns de estúdio em apenas oito anos de carreira), as chamadas “músicas de protesto” têm bastante destaque.

Em “Revolution”, por exemplo, a banda soube traduzir com grande pertinência o período histórico bastante conturbado em que viviam, marcado pela intervenção do imperialismo norte-americano no Vietnã, pela revolta estudantil em Paris e pelas lutas pelos direitos civis nos Estados Unidos.

“Eu queria desabafar sobre o que eu pensava das revoluções. Já era hora de falarmos sobre isso e parar de não responder perguntas sobre o que achávamos da guerra vietnamita quando estávamos em turnê”, declarou John Lennon, na época, à revista Rolling Stone.

Após a separação dos Beatles, Lennon inicia carreira solo, nos anos 70, aumentando ainda mais seu ativismo social. Nessa época, o músico também começa a ser perseguido por FBI e CIA (prática comum dessas instituições contra “suspeitos de praticar atividades subversivas”), fazendo com que ele permanecesse durante anos confinado em seu apartamento em Nova Iorque.

No clássico “Imagine”, Lennon sintetiza todas as aspirações de uma geração contestadora. Desmascara as mentiras da religião (“Imagine não haver o paraíso/É fácil se você tentar/Nenhum Inferno abaixo de nós/Acima de nós, só o céu”); critica explicitamente o capitalismo (“Imagine que não há posses/Eu me pergunto se você pode/Sem a necessidade de ganância ou fome”) e se aproxima aos ideais de uma sociedade igualitária (“Uma irmandade dos homens/Imagine todas as pessoas/Partilhando o mundo”).

Numa época em que muitos conhecidos nomes do rock – como Lobão, Morrissey, Phil Anselmo e Johnny Rotten – têm se aproximado da extrema direita, é sempre bom relembrar obras como a de John Lennon; que, quarenta anos após sua morte, ainda continua incentivando as pessoas a adotarem posições críticas frente à realidade e a se rebelarem contra as mazelas impostas pelo sistema capitalista.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas