Dia de hoje na história
John Lennon foi membro da banda mais sucedida da história do rock mundial e teve uma atuação política importante posteriormente. Seu assassinato se deu de forma muito misteriosa
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john lennon yoko ono war is over
Yoko Ono e John Lennon segurando uma placa com os dizeres "A guerra acabou", em 1969 | Foto: KEYSTONE Pictures USA

John Lennon nasceu John Winston Lennon no dia 9 de outubro de 1940, em uma família operária na cidade portuária de Liverpool, na Inglaterra. Lennon ficou conhecido mundialmente como um dos principais cantores e compositores dos Beatles, banda formada junto com Paul McCartney, Ringo Starr e George Harrison. Sua obra com a banda é considerada a mais bem sucedida da história do rock e da música pop mundial, sendo um marco e um modelo para tudo que veio posteriormente.

John teve uma infância difícil, tendo sido abandonado por seu pai e sua mãe e tendo sido criado por sua tia. Desde esses primeiros anos, demonstrava um comportamento rebelde e de inconformidade com a realidade, marcado por arroubos de vandalismo e coisas semelhantes em sua adolescência. Junto com colegas de sua cidade natal, formaria a banda The Quarry Men, que ainda mudaria de nome algumas vezes até ser definitivamente chamda de Beatles e alcançar fama mundial.

O mais político dos Beatles

Seu primeiro desentendimento com a extrema-direita se deu em março de 1966, quando, em uma declaração provocativa, afirmou que os Beatles eram “mais populares do que Jesus”. A colocaçãoe gerou revolta nos setores mais religiosos e conservadores dos EUA, que passaram a advogar um boicote de tudo relacionado aos Beatles, inclusive com queima e destruição de discos, fotos, livros e etc. em praça pública, em um comportamento que remontava à idade média.

Ao longo da carreira dos Beatles, Lennon foi o compositor das canções mais políticas e controversas do grupo, como Revolution, que colocava a importância da revolução, mesmo que de forma confusa; Baby you’re a rich man, canção em que faz uma crítica à acumulação de dinheiro sem sentido ou All you need is love, que fazia um protesto contra a guerra do Vietnã em um estilo hippie.

Carreira solo e maior atuação na política

John Lennon com Yoko Ono, em execução da canção Give peace a chance, que protesta contra a Guerra do Vietnã

Após o rompimento da banda, em 1970, passou a se envolver cada vez mais com as questões políticas do país em que morava, os Estados Unidos. Um dos primeiros exemplos disso foi quando ele participou de uma apresentação musical com outros importantes artistas da época pedindo a liberdade de John Sinclair, um ativista que havia sido preso por vender um cigarro de maconha para uma policial disfarçada.

Além disso, durante a sua carreira solo pós-Beatles, a maior parte de suas músicas passou a ter letras com algum conteúdo político, como era o caso de Give peace a chance (contra a guerra do Vietnã), Imagine (em que faz uma crítica, mesmo que genérica, ao capitalismo), Crippled inside (em que procura expor a decadência moral por que passa a sociedade capitalista atual), Power to the people (em que citava a famosa frase dos Panteras Negras) e muitas outras. John era conhecido por procurar compôr letras com importantes mensagens ou com expressões sinceras de seus sentimentos, em oposição a Paul McCartney, seu antigo parceiro nos Beatles, que fazia uma música bem mais comercial.

Seu envolvimento com a política se desenvolveu ainda mais, ele participava de comícios, protestos, financiava grupos de esquerda com os Panteras Negras e estava sempre atrelado aos movimentos sociais, particularmente os que se colocavam contra a Guerra. Essa atuação fez com que o FBI passasse a perseguir John Lennon de forma incisiva durante esse período. O artista relata que se sentia constantemente seguido e que tinha consciência de ter seu telefone grampeado e outras coisas. Arquivos revelados do FBI daquela época provam que a vigilância em cima do cantor britânico era constante, era sabido, por exemplo que Lennon era simpático a um grupo trotskista inglês chamado “Grupo Marxista Internacional”.

Perseguição política e morte

Mark David Chapman, o assassino de John Lennon

Em 1972, o governo Nixon deu início a um processo de deportação contra Lennon, por acreditar que suas colocações contra a guerra estavam ajudando a desestabilizar o regime político norte-americano. Em 23 de março de 1973, Lennon foi ordenado a deixar os EUA em 60 dias. Em resposta a isso, Lennon e sua esposa Yoko Ono fizeram uma coletiva de imprensa no dia 1º de abril do mesmo ano, o que gerou uma grande repercussão. Pouco depois desse evento, Nixon foi vítima de um processo de impeachment e seu sucessor não deu continuidade ao processo de deportação.

Documentos divulgados posteriormente deram conta de que o FBI tinha um longo arquivo sobre as atividades políticas de Lennon. Eram 281 páginas de arquivos sobre o cantor. Entre elas, havia relatórios sobre a sua atividade em grupos de protesto antiguerra e também um plano para uma conspiração que o prenderia por tráfico de drogas.

John Lennon morreu em 8 de dezembro de 1980, na porta de seu prédio, assassinato com quatro tiros nas costas por Mark David Chapman, que havia acabado de pegar um autógrafo seu, em plena luz do dia. O assassinato ocorreu na frente do prédio onde morava, o famoso edifício Dakota. A história oficial é de que Chapman seria um fã enlouquecido, que assassinava seu principal ídolo sem nenhum motivo aparente além de sua própria insanidade. Apesar de não se poder afirmar com certeza, o clima político da época dá margem para se acreditar que sua morte pode ter sido armada pelas autoridades norte-americanas por consequência de sua ação política. A pressão exercida pela campanha direitista contra Lennon sobre Chapman também é uma possível explicação para o acontecimento.

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