Unificação
Em 9 de janeiro de 1878, há 153 anos, faleceu Vítor Emanuel II, primeiro Rei da Itália, conhecido entre os italianos como “Pai da Pátria”.
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Vítor Emanuel II da Itália, 1861 | Foto: Domínio público

Em 9 de janeiro de 1878, há 153 anos, faleceu Vítor Emanuel II, primeiro Rei da Itália, conhecido entre os italianos como “Pai da Pátria”.  O então Rei da Sardenha tornou-se Rei da Itália em 1861, momento da unificação da Península Itálica em um único estado.

Origem

Vitor Emanuel era da Casa de Savóia, uma das mais antigas famílias nobres da Europa, nascido na cidade de Turim, em  Piemonte. Ele era o primogênito do casamento de Carlos Alberto de Savoia-Carignano e de Maria Teresa de Hasburgo-Lorena.

Participou da Primeira Guerra de Independência Italiana, comandando uma divisão reserva do exército, sendo ferido na Batalha de Goito. No momento difícil para o país, após a guerra e abdicação de Carlos Alberto, Vítor assumiu o trono da Sardenha.

Em situação desfavorável na guerra Vítor foi obrigado a assinar o armistício de Vignale em 24 de março de 1849, entrando em paz com a Áustria. Antes porém encontrou resistência do parlamento, o que o levou a promulgar o  decreto de Moncalieri em 20 de novembro de 1849, que dissolveu o parlamento e convocou novas eleições.

Alcançada a paz externa foi o momento de trabalhar na resolução dos problemas internos, a pouco havia enfrentado uma revolta republicana em Gênova em abril de 1849. Primeiro impulsionado pelo governo presidido por Massimo D’Azeglio, dedicou-se à consolidação do regime constitucional, um esforço dessa empreitada foi a proclamação das leis “Siccardi”, que retirava privilégios do clero.

Não teve relações fáceis com o ministro Camilo Benso, Conde de Cavour, que assumiu em novembro de 1852, o “grande ministro” não hesitava perante o rei. Mas desenvolveram uma política comum, em linha gerais, sobre a orientação de Cavour, tendo envolvido-se na intervenção na Crimeia, estabelecendo uma aliança com Napoleão III. 

Unificação da Itália

O período de 1858 a 1861 foi extremamente favorável a Vítor, em abril de 1859 apoiado pela França de Napoleão III iniciou a Segunda Guerra de Independência Italiana. Os interesses e articulações do ministro Camilo Benso, Conde de Cavour, bem como as ações de Giuseppe Garibaldi que, com seus Caçadores dos Alpes e a Expedição dos Mil, deram a Vítor Emanuel II o Reino das Duas Sicílias.

Mesmo com a derrota italiana na Batalha de Custoza para a Áustria, a vitória final da aliada Prússia deu ao Reino de Itália  as regiões de Vêneto e do Friul-Veneza Júlia. Neste momento, a única região italiana que faltava ser anexada ao Reino de Itália era Roma.

Com a proclamação das Guerras Franco-Prussiana, Vitor tendia a socorrer ao seu aliado mais antigo, companheiro de armas e intrigas, o imperador francês Napoleão III. Entretanto cedeu aos seus ministros que viram na ocasião uma oportunidade favorável para tomar Roma, que encontrava-se sob domínio papal com apoio francês.

Com a vitória prussiana, Vitor tomou Roma, tornando-a a capital do Reino de Itália, unificando assim toda a Península Itálica sob um único reino. Vítor Emanuel II em 9 de janeiro de 1878, mesmo ano em que tinha chamado ao governo italiano as forças da esquerda.

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