Uma vergonhosa capitulação
A capitulação do stalinismo fez com que os países imperialistas conduzissem o processo – denotando que a política stalinista foi, em última análise, consentânea ao imperialismo.
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Stalin, Truman e Churchill na Conferência de Potsdam, em 1945
Da esquerda à direita (Stalin, Truman e Churchill na Conferência de Potsdam, em 1945) | Foto: Reprodução

Há exatos 71 anos, a Alemanha era dividida em duas: a Alemanha oriental, (controlada pela burocracia soviética) e a Alemanha ocidental (divididas entre as potências imperialistas). Criada a República Democrática Alemã (RDA, em alemão: Deutsche Demokratische Republik), iniciava-se uma nova etapa de esmagamentos das revoluções proletárias. Esse processo, contudo, inciava-se na Conferência de Potsdam, em 1945, reunindo os líderes da Inglaterra (Winston Churchill), Estados Unidos (Harry Truman) e da União Soviética (Josef Stálin), Afinal, precisava-se determinar como se daria o espólio de guerra alemão.

É importante destacar, no entanto, que esse fato denunciava a política de conciliação da burocracia stalinista com o imperialismo mundial. Agindo de forma contrarrevolucionária, essa burocracia esmagou uma série de movimentos revolucionários a partir da segunda metade da década de 1920. A própria política de coexistência pacífica com o imperialismo, revelou-se, em meio aos ziguezagues da política do 3º período, o objetivo central dos usurpadores do Estado Operário Soviético – a necessidade de estancar a revolução proletária mundial. Conclui-se, daí, a teoria stalinista do “socialismo em um só país”.

Na administração da RDA, Stalin buscou reproduzir o modelo soviético, com uma economia planificada centralmente e cada vez mais estatal. O mercado fora, em parte, suprimido, e os preços da habitação, bens e serviços básicos estabelecidos pelos planejadores do governo, evitando as oscilações estabelecidas pela oferta e demanda. Mesmo tendo que pagar substanciais reparações de guerra aos soviéticos, a RDA, devido aos seus recursos humanos atrelados ao desenvolvimento das forças produtivas conquistados pelos alemães, tornou-se a economia mais bem-sucedida do Bloco Oriental.

Embora exista uma espécie de mitologia em torno do fenômeno social conhecido como “stalinismo”, esse nunca teve uma política própria e coerente, sendo, em todas as situações em que atuou, uma força contrarrevolucionária, esmagando a revolução em todos os países. Após o fim da 2ª Guera Mundial, uma onda revolucionária tomou conta do planeta, e a burocracia stalinista cumpriu seu papel em aniquilar por completo todas as possibilidades de tomada de poder pela classe operária. A política errática e abertamente reacionária da burocracia soviética acabou por promover a revolta da classe operária do leste Europeu contra essa dominação.

Em suma, a partilha da Alemanha com o imperialismo foi uma política reacionária do stalinismo. Essa vergonhosa capitulação, uma vez disposta a aceitar os ditames do imperialismo “democrático”, indo à reboque da burguesia imperialista, resultou na derrubada do muro de Berlim, em 1991, através da ação revolucionária do povo alemão. Todavia, a capitulação do stalinismo fez com que os países imperialistas conduzissem o processo – denotando que a política stalinista foi, em última análise, consentânea ao imperialismo.

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