Dia de hoje na história.
Os movimentos nacionalistas contra o imperialismo vêm de muito tempo. Um dos casos emblemáticos foi a Rebelião dos Boxers. Um movimento nacionalista, expressão da luta do povo.
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A Revolta dos Boxers, no final do século XIX, foi uma revolta do movimento nacionalista na China | "Foto: Reprodução"

Os movimentos nacionalistas contra o imperialismo vêm de muito tempo. Um dos casos emblemáticos foi a Rebelião dos Boxers. Um movimento nacionalista, expressão da luta do povo chinês contra as potências imperialistas estrangeiras.

Assim, as Revoltas camponesas e conflitos entre senhores feudais perdem-se nos tempos das dinastias. Estas revoltas camponesas vêm desde a passagem das comunidades primitivas para o escravismo, projetando-se no século XX, com os Boxers e as guerras agrárias evolucionárias, que destruíram o sistema dinástico e transformaram a velha China.

No caso da Revolta dos Boxers, no final do século XIX, estas revoltas transformaram-se em movimento nacionalista republicano e, a partir do 4 de maio de 1919, tornaram-se um poderoso movimento nacional e democrático. Dessa forma, mesmo após a República, em 1911, a China permaneceu um mosaico de regiões dominadas por senhores de guerra, proprietários rurais com exércitos próprios, lutando entre si pelo predomínio nacional.

Desse modo, é nesse contexto que surge a Rebelião Boxer (1898–1900), movimento contra os estrangeiros na China, que culminou com uma encarniçada rebelião contra as potências imperialistas e sua influência no território chinês. No final do século XIX, as potências ocidentais e o Japão já tinham criado e estabelecido amplos interesses na China.

Antecedida pela guerra do Ópio (1839–42), em que a Grã Bretanha havia provocado e obrigou a China a outorgar concessões comerciais e reconhecer o princípio da extraterritorialidade, a Rebelião Boxer, paradoxalmente, com a ausência de um Estado centralizado, foi uma das condições para que a Revolução Chinesa ganhasse corpo, alimentada pela ascensão dos movimentos populares agrários e urbanos.

Essa revolta tem seu ponto alto com a Captura do portão de Tianjin. Em junho de 1900, os Boxers, cerca de 140 mil homens liderados pelos partidários da Guerra na corte, ocuparam Pequim e durante oito semanas sitiaram os estrangeiros e os chineses cristãos.

A Rebelião dos Boxers sofreu a traição dos governadores provinciais no sudeste da China, que desobedeceram a declaração de guerra da corte e garantiram forças policiais de proteção aos interesses estrangeiros, o que limitou a área de conflito ao norte da China.

Essa deslealdade dos governadores possibilitou que o cerco fosse rompido e, em agosto, por uma força internacional constituída de tropas britânicas, francesas, russas, americanas, alemãs e japonesas, houve o avanço dessas tropas ao norte, o que pôs fim à rebelião dos Boxers.

Por muito pouco a China não foi fatiada em pequenos territórios. As potências imperialistas ocidentais e o Japão concordaram – em grande parte graças às pressões dos Estados Unidos para “preservar a integridade territorial e administrativa chinesa” e em virtude da ciumeira entre as potências – a não levar adiante a divisão.

A Rebelião dos Boxers foi oficialmente encerrada no dia 7 de setembro de 1901, com a assinatura do Protocolo Boxer entre o Império Chinês sob a dinastia Qing e um consórcio de nações estrangeiras imperialistas conhecido como Aliança das Oito Nações (Áustria-Hungria, França, Alemanha, Itália, Japão, Rússia, Reino Unido e os Estados Unidos.)

 

 

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