“A Internacional”
Há 133 anos atrás morria Eugène Edine Pottier, poeta, operário e militante compositor do que se tornaria anos depois o hino do proletariado do mundo todo
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Eugène Edine Pottier | Foto: Reprodução

Eugène Edine Pottier, nasceu dia 4 de outubro de 1816 em Paris e faleceu em 6 de novembro de 1887, durante seus 71 anos, foi um poeta, operário e militante francês. Seu primeiro poema  Long Live Liberty! (Viva a Liberdade!) foi escrito quando ainda tinha 14 anos. Pottier nasceu pobre e durante e toda sua vida permaneceu pobre, mesmo junto com sua esposa e filha. Em junho de 1871 escreveu o poema L’internationali, (A Internacional) que viria se tornar musica quase 20 anos depois, em 1889, foi cantada, pela primeira vez, no Congresso da Segunda Internacional.

Pottier trabalhou como “empacotador” – uma espécie de coveiro na época – e mais tarde traçando padrões em tecidos, um desenhador de tecidos. Participou da revolução de 1848, formou sindicatos e associações de operários, enfim, foi um lutador nas barricadas da grande batalha dos trabalhadores contra a burguesia. Foi eleito em 1871, membro da Comuna de Paris. De acordo com o texto que Lênin escreveu sobre Pottier em 1913 em memória dos 25° ano de falecimento do poeta “dos 3.600 votos expressos, ele recebeu 3.352. Participou de todas as atividades da Comuna, o primeiro governo proletário.”

Após a queda da Comuna em 1871, Pottier teve que se exiliar, foi primeiro para Bélgica seguindo rapidamente para a Inglaterra e depois para os Estados Unidos, voltando à França somente depois de nove anos em 1880. No seu exílio escreveu um poema The Workingmen of America to the Workingmen of France (Operários dos EUA e Operários de França), onde o autor reflete sobre a situação os operários e os trabalhadores na Europa e América sob a condição de exploração pela burguesia, que para ele não havia nenhuma diferença.

Segundo o texto de Lênin, publicado no Pravda n°2 em 2 e 3 janeiro de 1913, Pottier era de fato um operário e que dedicou toda sua vida à luta dos trabalhadores. Mal sabia o operário, que sua canção “A internacional” seria uma das mais famosas do mundo, e que seria traduzida para quase todas as línguas existentes na Terra. E que os trabalhadores do mundo inteiro iria fazer dela a canção mundial do proletariado.

A poesia é composta de 6 estrofes de 8 versos, além do refrão de 4 versos, foi publicada pela primeira vez 1884 e foi musicada por Pierre Degeyter, junto a outras canções, em uma coletânea chamada “Canções Revolucionárias” em 1887. Uma série de outras canções do poeta operário foram publicadas após sua morte. A versão de “A Internacional” brasileira, é bem fiel a primeira publicação, contém as mesmas 6 estrofes da original em Francês.

Seu funeral em 8 de novembro de 1887 reuniu milhares de pessoas e se tornou uma verdadeira manifestação popular, os trabalhadores de Paris carregavam seus restos mortais até o cemitério de Père Lachaisse onde outros comunistas são enterrados. Empunhavam bandeiras vermelhas, e na tentativa de retira-las das mãos dos populares, o confronto com a polícia foi inevitável, estes que atacaram ferozmente a multidão prendendo vários que ali estavam presentes, que revoltados aos gritos diziam “Viva Pottier”.

Apesar de sua morte, seus poemas, que agora são canções conhecidas no mundo todo, tem a capacidade de agrupar e propagandear comunismo e comunistas pelo planeta. Operários e trabalhadores se reconhecem na canção, e se encontram para cantar aquela que é hoje considerada o hino dos revolucionários. “Bem unidos façamos, Nesta luta final, Uma terra sem amos, A internacional”

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