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Dia de Hoje na História

06/06/1982: Israel invade o Líbano pela Operação Paz na Galileia

Há 39 anos, o Estado de Israel realizou uma ofensiva contra o Líbano com a intenção de exterminar os membros da OLP e atacar a soberania nacional dos muçulmanos.

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Israel enviou cerca de 60.000 soldados para invadir o Líbano – Foto: Reprodução

No dia de hoje, 39 anos atrás, foi iniciada pelos israelenses uma invasão ao território libanês para impedir as ações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), sob o nome de “Operação Paz na Galileia”.

A Organização para a Libertação da Palestina era um grupo guerrilheiro que realizava uma luta armada contra a ocupação realizada por Israel no território palestino. O grupo havia lutado na guerra dos seis dias, onde Israel entrou em um embate com vários países e grupos de guerrilha do Oriente Médio após invadir a região do Sinai, no Egito. Vários militantes da OLP, após o confronto, se refugiaram no Líbano, já que o Estado sionista de Israel se saiu vitorioso do conflito. 

Nos anos 70, a situação política do Líbano entrou em crise, com o alto número de imigrantes palestinos – muitos dispostos a entrar na luta contra o sionismo israelense -, os cristãos maronitas, capachos da ideologia israelense, começaram a pressionar o governo libanês para que os fedayins – combatentes palestinos – fossem expulsos do país. 

Já a população muçulmana do Líbano se posicionava a favor de que os palestinos continuassem com o abrigo no país, já que há entre boa parte dos muçulmanos a lógica do pan-arabismo, o que os coloca em respaldo da luta palestina.

Já em 1975, grupos pela libertação da Palestina executaram Pierre Gemayel, fundador das milícias fascistas dos falangistas cristãos, que promoviam verdadeiros crimes contra a população muçulmana do Líbano. Os falangistas, em represália, realizaram uma chacina em um ônibus que transportava palestinos.

Os ocorridos foram o estopim para uma verdadeira guerra civil no Líbano, os cristãos maronitas financiados por Israel e os países imperialistas e os muçulmanos apoiados pelos países árabes como Irã e Síria.

Em 1978, os grupos muçulmanos fundaram o Hezbollah, com a ideia de promover uma oposição ofensiva contra os criminosos de Israel. Os sionistas, em represália, passaram a dar suporte ao general cristão Saad Haddad quando foi resolvido criar o estado livre do Líbano-Sul, um estado fantoche de Israel. 

Os abutres israelenses, ao ver a situação caótica do Líbano, se aproveitaram para invadir o país e exterminar os palestinos membros ou não da OLP que viviam no país, onde, no dia seis de junho de 1982, foram enviados 60.000 soldados das Forças Armadas de defesa de Israel para o território libanês, isso em conluio com as milícias falangistas dos maronitas.

A operação Paz na Galiléia realizou um verdadeiro massacre contra a população palestina que se encontrava no Líbano, ela foi orquestrada pelo General Ariel Sharon, que posteriormente foi nomeado primeiro ministro por suas ações de extermínio contra a população palestina.

No dia 16 de Setembro de 1982, as milícias maronitas, com a permissão de Israel, invadiram e exterminaram vários civis palestinos que se encontravam em campos de refugiados, segundo dados oficiais o número de mortos foi em torno de 3500 pessoas, sua grande maioria eram crianças, mulheres e idosos. 

Nos primeiros dias da Operação, Israel acabou com o exército nacional do Líbano, destruiu bases de mísseis soviéticas no leste do país e realizou várias outras chacinas contra a população libanesa e palestina.

No dia primeiro de agosto, os Israelenses promoveram um ataque à capital da Líbia, que contou inclusive com apoio aéreo e carros blindados, os Israelenses pediam que o governo libanês desalojasse os membros da OLP que estavam na região de Beirute-Oeste, os palestinos e membros da OLP se viram obrigados a deixar o país, mais de 15 mil palestinos foram para a Tunísia.

Com a intensa crise que ocorria no país, no dia 23 de agosto, o parlamento libanês levou à presidência da república Bechir Gemayel, que reconheceu a vitória de Israel e assinou um tratado que fez com que as milícias cristãs maronitas fossem protegidas de Israel.

A guerra civil continuou no país até o ano de 2000, os Estados Unidos chegaram até a mandar suporte bélico aos israelenses. Seu desfecho foi com a desocupação dos israelenses na região sul da Líbia, porém os israelenses permaneceram nas fazendas próximas de Shebaa, pois os sionistas não consideram as fazendas parte da Líbia.

O ocorrido só mostra ainda mais o papel do estado ilegítimo e criminoso de Israel de servir aos interesses dos imperialistas norte-americanos, para que os estadunidenses possuam cada vez mais o controle do petróleo que se encontra nos países árabes do Oriente Médio.

Israel é uma verdadeira colônia do imperialismo no Oriente Médio, que ocupa de maneira criminosa o território palestino, realizando uma intensa repressão ao povo palestino e seus manifestantes no território israelense que constantemente são espancados, assassinados ou presos.

Toda atitude dos grupos de libertação da Palestina contra os sionistas de Israel são completamente justificáveis, tendo em vista que Israel é uma colônia imperialista que estará sempre em conflito com a soberania nacional dos países do oriente médio. devemos prestar todo apoio à luta da palestina contra os capachos do imperialismo. 

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