Hoje é dia de história
Em junho de 1947, num discurso na Universidade de Harvard, pelo Secretário de Estado George Marshall, foi anunciado um novo desenho do cenário do Mundo.
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Foto: Shutterstock
O Plano Marshall é a tentativa de reconstrução do Mundo destruído pela Guerra e pelo capital | Foto: Shutterstock

O Plano Marshall é a tentativa de reconstrução do Mundo destruído pela Guerra, com a face capitalista (ironicamente a grande guerra foi causada justamente pelo capital). O mundo destruído pela II Guerra, destruído pela ganância do imperialismo e a estratégia do poder mundial, agora, segundo o imperialismo, precisava ser reconstruído. Foi assim que as economias dos países do ocidente e sul da Europa, profundamente abaladas com a Segunda Guerra Mundial seriam reconstruídas com a carinha do papai e, sob seu domínio.

Nesse sentido, foi anunciado em junho de 1947, num discurso na Universidade de Harvard, pelo Secretário de Estado George Marshall, ali estava o novo desenho do cenário do Mundo sob o domínio norte-americano. Sob a desculpa de que o ponto central do Plano Marshall era a reconstrução da economia e o combate à fome e à pobreza deu-se início a mais monstruosa dominação mundial.

George C. Marshall dizia que a política dos EUA era contra a fome, a pobreza, o desespero e o caos. As rações de pão, de uma fina fatia por dia, eram constrangedoras, anunciava o jornal londrino News Chronicle a partir do Estado alemão da Renânia do Norte-Vestfália. Sindicatos da capital estadual, Düsseldorf, advertiam para distúrbios.

A cilada não foi aceita tão facilmente. Havia protestos e greves não só na zona britânica da Alemanha então dividida, mas também na região ocupada pelos norte-americanos. A catástrofe de fome ameaçava afundar grande parte da Alemanha numa crise, em meados de 1947.

Outros fatores também influenciara a fragilidade da conversa fiada de Marshall. O inverno, por exemplo, havia sido especialmente rigoroso, a imprensa dava manchetes, diariamente, sobre famintos e regelados. A taxa de suicídio era alta. As pessoas tentavam se ajudar roubando carvão dos trens para o aquecimento, apesar da rigorosa proibição. As cidades maiores, como Berlim e Hamburgo, anunciavam o colapso de suas reservas econômicas e morais.

A conversa fiada vinha em tom solene e circunspecto: “A política dos Estados Unidos não é dirigida contra um país ou uma ideologia”, esclareceu Marshall, “mas contra a fome, a pobreza, o desespero e o caos.” Ora, a reconstrução da Alemanha ocidental e o total abandono do Lado Oriental dá conta, sozinha, da mentira deslavada, do imperialismo.

De resto, ninguém promoveu mais guerras, destruição e misérias pelo Mundo senão o próprio imperialismo. As quarteladas e contrarrevoluções, as ditaduras se espalharam pelo Mundo e desmentiam o discurso de Marshall e sua “generosidade”. Vietnã, Laos e demais países provaram na carne o que significava a reconstrução do Mundo pelo imperialismo.

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