Dia de Hoje na História
A Guerra do Pacífico foi uma guerra entre Chile, Bolívia e Peru impulsionada pela Inglaterra para ter controle sobre o guano, fezes de aves marinhas utilizadas em adubo,
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Guerra do Pacífico |

Assim como utilizou Brasil, Argentina e Uruguai durante a Guerra do Paraguai, o Império Britânico utilizou o Chile contra o Peru e a Bolívia para conseguir deter o controle da produção de fertilizantes e outros minérios na costa do pacífico. Peru e Bolívia acabaram por perder territórios importantes que dificultaram em muito o desenvolvimentos dos dois países, enquanto os chilenos não ganharam nada com a guerra. Até hoje os bolivianos lutam por ter uma abertura para o mar.

A região dos andes da Bolívia e do sul do Peru demonstraram ser ricas em um material um tanto quanto inusitado na metade do século XIX, o guano, fezes de aves como albatrozes, gaivotas e outras aves marítimas que servia como um excelente adubo. Enquanto isso, a Europa passava por uma severa crise na produção de comida, se tornando insustentável e organizando a imigração de um número significante de trabalhadores para suas colônias em todo o planeta.

Ao descobrirem que havia um tipo de produto tão peculiar, mas ainda assim muito eficaz na fabricação de adubo, os capitalistas europeus resolveram agir para conseguir tal adubo.

Primeiro, houve a tentativa de invasão do Peru pelos espanhóis na chamada Batalha do Callao, em 1866. A tentativa foi falha e os peruanos botaram os espanhóis para correr.

Já os ingleses, com sua sábia política de sempre parecerem neutros fazendo outras nações brigarem entre si, aproveitou sua influência no governo chileno para atuar no território de seus vizinhos andinos, por empresas chilenas de fachada, mas inglesas na prática. Os ingleses não eram bobos nem nada e logo perceberam que além de adubo, era possível encontrar outras riquezas territoriais no solo do Atacama, além de darem outra utilização para o guano, como para a fabricação de pólvora.

Porém, em 1871, o Peru nacionaliza as empresas inglesas em seu território do sul, despertando a ira do imperialismo atuante na região. Já em 1878, a Bolívia resolve aumentar os impostos sobre as empresas chilenas em seu território, inclusive, com impostos retroativos ao ano de 1874. O Chile respondeu enviando um navio de guerra ao local.

Aqui é importante termos em mente que o território bolivianos como o conhecemos hoje, com declarações por parte de Che Guevara dizendo que a Bolívia é o coração da América do Sul, nem sempre foi assim. Naquele período a Bolívia tinha uma estreita, porém importantíssima, saída para o mar do pacífico, mais precisamente, na região de Antofagasta, enquanto o Peru tinha seu território estendido mais ao sul, nas regiões de Arica e Iquique, como mostra a imagem.

Foto: Wikicommons

Após o envio do navio de guerra do Chile até o território boliviano, a Bolívia resolveu sequestrar as empresas chilenas e as levar a leilão.

No dia marcado, o Chile tomou a cidade de Antofagasta, onde o leilão ocorreria, com cerca de 200 soldados armados. A Bolívia então declarou guerra ao Chile, no dia primeiro de março de 1879, e retirou das mangas um acordo secreto que tinha assinado com o Peru em 1973, acordo esse que, em caso de uma das nações entrar em guerra, a outra teria de entrar em seu apoio.

O governo peruano pretendia honrar o acordo, mas estava temeroso de que os dois exércitos não pudessem combater o moderno exército chileno – desenvolvido graças à sua amiga Inglaterra -, enviando assim um diplomata ao Chile para resolver a situação.

O governo chileno cobrou neutralidade por parte do Peru, que respondeu que em caso de guerra, honraria o pacto com a Bolívia. Chile e Peru romperam ligações e em 05 de abril de 1979 o Chile declarou guerra ao dois países.

Bolívia e Peru ainda tentaram fazer com que a Argentina ingressasse no conflito, já que havia um território entre Chile e Argentina em disputa no norte do país, de modo que o Chile abdicasse dessa reivindicação pela neutralidade da Argentina.

O conflito levou 4 anos para se encerrar e terminou com o Chile como suposto vencedor, conseguindo os territórios de Iquique, Arica e Antofagasta. No entanto, logo após as conquistas chilenas, o governo do país decidiu restituir as empresas de guano aos antigos donos, os capitalistas ingleses, de modo que 3000 mortos e 7000 mutilados depois, o Chile não tivesse vantagem nenhuma na guerra.

A guerra, em seu total, tirou a vida de 30 mil pessoas, dentre militares e civis. O conflito levou a Bolívia a perder sua saída para o mar, reivindicação que possui até hoje, além de perder parte de sua produção com a falta da industria de guano e outros minérios da região. A perda do mar foi também um dos fatores determinantes para a posterior guerra do Chaco, entre Bolívia e Paraguai, já que a Bolívia via no controle do Rio Paraguai uma possível saída para o Atlântico.

O Peru, por sua vez, ainda teve um pouco de prosperidade na produção de guano, devido ao que possuía no norte do país. Entretanto, com a pesca exploratória dos EUA nos mares do país sul-americano para a produção de farinha de peixe, a população de aves marinhas foi praticamente extinta, acabando com o guano peruano.

 

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