Dia de Hoje na História
Apesar da intensa campanha contrária, Virgulino, o “Lampião” é idolatrado até hoje, sobretudo na literatura de cordel.
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Virgulino Ferreira da Silva "o Lampião" | Créditos: Wikipédia

Nascido em 4 de junho de 1898, Virgulino Ferreira da Silva, mais conhecido como Lampião, tornar-se-ia o Rei do Cangaço. Sua história, engendrada no agreste – abarcando uma das regiões mais miseráveis do país – inspiraria a literatura de cordel e toda cultura nordestina.

Virgulino nascera em Serra Talhada, outrora Vila Bela, localizada no semiárido pernambucano. Foi artesão de ofício até os 21 anos e tinha costume de ler utilizando óculos para leitura, o que era incomum dada as condições de carestia do local. Credita-se seu apelido ao fato de iluminar a noite com seus tiros, visto sua capacidade de atirar seguidamente. A disputa envolvendo limites de terra delineava a trajetória das famílias à época. No entanto, sua vida seria marcada, em 1919, quando em confronto com a polícia seu pai fora morto. Esse fato viria a se tornar o interstício entre sua vida antes e após o cangaço. Embora de caráter insurgente, Lampião era devoto de Padre Cícero e respeitava seus conselhos assim como suas crenças.

Jurando vingança, Virgulino mais dois irmãos, integraram-se ao grupo de Sinhô Pereira. Seus méritos, em 1922, logo o lograram a tornar-se líder do bando. E, justamente neste ano, matou o informante que havia entregado seu pai à polícia, além de realizar, àquela altura, o maior assalto da história do cangaço. Virgulino e mais 30 homens, não deixariam barato a resposta da Baronesa de Água Branca. Passara-se apenas um ano e a memória de Virgulino não esquecera por um instante a resposta da Baronesa. Ao pedir 20 contos de reis, Virgulino receberia rispidez. “Os 20 contos, eram para comprar bala e acertar a cabeça dele” – disse a Baronesa. Pois bem! Foram necessários 30 homens e uma estratégia bem montada para invadir a casa da baronesa, levar joias, roupas e 30 contos de reis.

Lampião gozava de prestígio, sob seu comando havia diversos outros subgrupos paralelos, esses chefiados com outros cangaceiros à frente, como é o caso de Corisco, mais conhecido como Diabo Louro. Em 1930, Lampião se casaria com Maria Gomes de Oliveira “Maria Bonita”, rendendo notícias em jornais como o The New York Times. O Rei do Cangaço passaria a dividir suas experiências com sua esposa, e os cangaceiros teriam a adesão da primeira mulher. Foram 20 anos de cangaço rompendo os caminhos por entre os espinhos do bioma exclusivamente brasileiro. A vegetação da Caatinga tornara-se a extensão da casa de Lampião e seu bando.

Às 5:00 horas do dia 28 de julho de 1938, pego totalmente de surpresa, o bando foi cercado sob um ataque que durou cerca de vinte minutos. Virgulino e seus companheiros haviam se instalado no dia anterior. Estavam todos acampados na fazenda Angicos, no sertão do Sergipe. “O massacre de Angicos” estava desenhado; alguém havia dado com a língua nos dentes, e os meganhas do oficial João Bezerra e do Sargento Aniceto Rodrigues da Silva tratariam de concluir a missão dada. Além de Lampião – o primeiro a ser morto, trinta e quatro cangaceiros foram assassinados. Maria Bonita que havia saído gravemente ferida seria degolada e Lampião teria a cabeça decepada pelos agentes da lei. Não contente com o massacre praticado, João Bezerra trataria de percorrer os estados nordestinos exibindo as cabeças decapitadas. Apesar da intensa campanha contrária, Virgulino, o “Lampião” é idolatrado até hoje, sobretudo na literatura de cordel.

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