Herói da Coluna Prestes
Travando um combate a cada 15 dias pelos sertões brasileiros, Prestes foi o principal líder do movimento que levaria ao fim da República Velha, ocorrido em 1930
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"Cavaleiro da esperança" | Foto: Reprodução

Luís Carlos Prestes talvez seja uma das mais importantes figuras da história política do Brasil. Líder da Coluna Prestes, movimento que praticamente colocou um fim à República Velha, Prestes seria também o maior líder da história do PCB, figura central na tentativa de promover uma rebelião em 1935, conhecida popularmente por “Intentona Comunista”, e uma personagem importante no País até a sua morte em 1990, aos 92 anos.

Filho do militar Antonio Pereira Prestes e de Maria Leocádia Felizardo Prestes, estudou desde cedo em colégios militares, formando-se engenheiro pela Escola Militar do Realengo. Logo aos 23 anos, participou da conhecida Revolta do Forte de Copacabana, também conhecida como Revolta dos 18 do forte.

Após a revolta, como represália por ter participado do movimento, foi remanejado para a cidade de Santo Ângelo, no Rio Grande do Sul. No entanto, a crise da República Velha que levou à Revolta do Forte em 22 apenas se intensificou, o que fez com que o movimento se espalhasse pelo país, tendo Prestes como um dos líderes desse movimento.

Durante o período de 22 e 24, Prestes dá continuidade ao movimento tenentista que se dava em todo o País. Em julho de 1924, eclode o movimento em São Paulo com um levante, o que leva vários quarteis a se rebelarem, romperem com a disciplina militar e iniciarem a tentativa de tomar o poder, derrubando assim o regime oligárquico da República Velha.

Com os levantes em vários locais, mas vendo que as forças tenentistas não seriam páreas às forças do exército que permaneceu ao lado das oligarquias, Prestes desenvolve a tática da guerra em movimento, na qual as forças dos revolucionários não se estabeleciam em apenas uma localidade, mas buscavam continuar em movimento, atacar quando fosse possível e desviar do combate quando era necessário.

O movimento liderado por Prestes ficou conhecido como “Coluna Prestes” tendo alguns números extraordinários, como a distância percorrida a pé e a cavalo pelos revolucionários, que alcançou entre 24 e 36 mil km.

Após o ano de 1928, os revolucionários percebem que é necessário abandonar o Brasil e se exilar na Bolívia, para não serem esmagados, o que de fato acontece.

No entanto, o desenvolvimento da Coluna Prestes foi o suficiente para destruir de fato a República Velha, restando somente a tomada do poder, que viria a acontecer durante a Revolução de 30, que nada mais foi do que uma continuidade da política da Coluna e do Tenentismo e da qual Prestes não participou até o final por opção.

No período em que ficou na Bolívia, Prestes teve contato com alguns militantes da Terceira Internacional, comandados pela União Soviética. Alguns deles propõe que Prestes se filie ao PCB, o que é negado na época.

No entanto, em 1931, Prestes se muda para a União Soviética, onde pôde dar continuidade aos estudos do marxismo e onde se envolve com a política stalinista. Essa mudança é crucial para que ele entre no PCB em 1934 e, de volta ao Brasil, coordene o levante de 1935, que apesar da valentia e da nobre tentativa de promover uma revolução operária no Brasil, naufraga por conta da falta de percepção política daqueles que de fato tentaram promover o levante, ou seja, a burocracia soviética.

Prestes é então preso junto de sua companheira Olga Benário, que é deportada para a Alemanha nazista, onde acaba por ser executada em uma câmara de gás. Somente em 1945 ele viria a ser solto.

A partir de então, o PCB começa a declinar por conta de sua política completamente errônea. Primeiro, o partido entra de cabeça em uma aliança com Getúlio Vargas. Depois, não percebe o golpe contra o próprio Getúlio em 1954 e também o golpe de 1964. Durante a Ditadura Militar, o Partidão já não possuía o mesmo tamanho de outrora, além de ficar à reboque da burguesia dentro do MDB.

Após a anistia, em 1979, retorna ao Brasil mas meses depois, descontente com os rumos do partido que ajudara a construir, publica a “Carta aos Comunistas”. Na Carta, Prestes critica a capitulação dos dirigentes do partido ante as pressões da burguesia, que transformava o PCB “num dócil instrumento dos planos de legitimação do regime”, o que era feito por meio de um expediente conhecido do Brasil de 2021: pelas “páginas da grande imprensa colocadas à disposição de alguns dirigentes do PCB”.

Após a publicação da carta, é afastado do cargo de Secretário-Gera do PCB, rompendo então com o partido definitivamente.

Prestes viria a morrer no dia 7 de março de 1990, no Rio de Janeiro. Mesmo com a política errada após ter entrado no PCB, o Luís Carlos Prestes sempre se mostrou profundamente engajado com aquilo que acreditava, abrindo a mão de inúmeras regalias e confortos para levar adiante a política que acreditava ser a correta a se fazer em favor da revolução operária, sendo um exemplo para todos os revolucionários de hoje.

Para se inteirar mais no assunto, assista à palestra debate ministrada pelo companheiro Rui Costa Pimenta em relação à Coluna Prestes.

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