Dia de hoje na História
Burguesia alemã derruba a esquerda, centrando no fascismo, mergulhando no racismo, no antissemitismo, no nacionalismo, e contrária ao comunismo e aos sindicatos.
Compartilhar no facebook
Compartilhar no twitter
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
nazista ocupam sindicato
Nazistas ocupam os sindicatos em 02/05/1933. Foto reprodução |

O Deutsche Arbeiterpartei (Partido dos Trabalhadores Alemães), que antecedeu o NSDAP ( PONSA – Partido Operário Nacional Socialista Alemão), foi criado em 1919 inspirado pela Sociedade Thule para solucionar um “problema”: a classe trabalhadora pendia para a esquerda. “O começo do Nacional-Socialismo está numa sociedade claramente de direita e que tinha entre seus membros integrantes da aristocracia alemã”, diz Zarusky.

A burguesia dá o seu jeito para poder envolver umas das sociedades, naquele tempo, mais politizadas e completamente entregue aos projetos do socialismo, influenciando, inclusive, todos os governos que estiveram à frente da Alemanha até a República de Weimar, e que fizeram com que, desde o fim da guerra, em 1918, à 1933, quando vemos a vitória do fascismo na Alemanha, e a extrema direita levasse 11 anos para chegar ao poder, depois da ruptura proporcionada com a crise que se instaurou no mundo em 1929.

Após tanto tempo envolvendo as lideranças dos trabalhadores, e a social democracia, a burguesia alemã, com a crise, não tem mais como sustentar um governo de conciliação e parte para estruturar um linha de ação mais contundente com o fascismo, ainda que travestido inicialmente pela social democracia.

Adolf Hitler entrou no partido e logo se tornou sua figura principal, transformando-o no NSDAP (PONSA). Sob o seu comando, o partido se opôs à teoria marxista da luta de classes e defendeu a formação de uma comunidade nacional alemã que integrasse os trabalhadores. “Na visão fascista, marxistas e comunistas dividiam a comunidade nacional, cuja construção era o objetivo político nazista”, afirma o historiador Michael Wildt, professor da Universidade Humboldt, de Berlim.

O partido nazista até possuía correntes à esquerda, mas todas elas concordavam com a abolição do sistema liberal da República de Weimar, com o antissemitismo e com o nacionalismo. Nesse núcleo estavam Gregor e Otto Strasser e, inicialmente, Joseph Goebbels, o poderoso ministro da Propaganda da Alemanha nazista.

Nos 1920, o programa do NSDAP incluía elementos mais radicais ao capitalismo para atrair os trabalhadores. Contudo, antes mesmo de chegarem ao poder, em 1933, os nazistas eliminaram essa ala à esquerda. O então chanceler Kurt von Schleicher buscou rachar o movimento nazista em 1932, tentando formar uma ponte entre o setor de Gregor Strasser, visto como um competidor de Hitler, e os sindicatos, os social-democratas e partes dos militares.

A estratégia falhou. “Gregor Strasser, Ernst Röhm e muitos outros, que se apresentaram como revolucionários sociais, foram mortos na Noite das Facas Longas, em junho de 1934. Hitler sabia que precisava das elites conservadoras, das classes médias altas e dos industriais para seus planos expansionistas”, diz Postert.

Após chegar ao poder, Hitler passou leis emergenciais para restringir a liberdade pessoal, o que lhe permitiu perseguir e prender líderes comunistas e banir deputados comunistas, sindicatos e todos os demais partidos políticos. Em 02/05/1933, invade os sindicatos com o exército e os toma dos trabalhadores.

Apesar de carregar o termo em seu nome, o NSDAP estava bem distante do socialismo. O conceito de socialismo de Hitler era completamente oposto ao da União Soviética, tendo a raça como base. Em 1932, o líder nazista disse: “O comunismo não é socialismo. O marxismo não é socialismo. Os marxistas roubaram o termo e confundiram seu significado. O socialismo é uma antiga instituição ariana e germânica […] Para nós, Estado e raça são um.”

A volksgemeinschaft seria, assim, algo exclusivo da etnia germânica. Esse racismo estava presente também na tentativa de implementar um Estado de bem-estar social, usado como ferramenta para garantir apoio entre os trabalhadores. O sistema excluía imigrantes, judeus, opositores e aqueles considerados “sem valor”, como deficientes e homossexuais.

Antes mesmo de 1933 foram criadas organizações de massa, como a Frente dos Trabalhadores Alemães e a Força pela Alegria, para garantir a lealdade dos trabalhadores. Entrar para o partido nazista também abria oportunidades.  Segundo Postert: “Ainda que o regime não tenha tocado na propriedade privada e a situação da classe trabalhadora não tenha mudado fundamentalmente, os nazistas integraram grande parte dos trabalhadores em sua utopia social, enquanto destruíam as estruturas e organizações da esquerda política”.

Compartilhar no facebook
Compartilhe no seu Facebook!
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no email
Email
Compartilhar no reddit
Reddit
Compartilhar no facebook
Compartilhe
Compartilhar no twitter
Tuite este artigo!
Compartilhar no whatsapp
Compartilhar no telegram
Compartilhar no email
Compartilhar no reddit
Relacionadas