Segunda Guerra Mundial
Em 2 de fevereiro de 1943, há 78 anos, rendiam-se ao Exército Vermelho os remanescentes das forças do Eixo na Batalha de Stalingrado.

Por: Redação do Diário Causa Operária

Em 2 de fevereiro de 1943, há 78 anos, rendiam-se ao Exército Vermelho os remanescentes das forças do Eixo na Batalha de Stalingrado. A batalha foi um ponto de inflexão da Segunda Guerra Mundial na Frente Oriental, sendo o limite da expansão alemã de onde seriam empurrados pelas tropas da União Soviética até Berlim.

A Batalha de Stalingrado entrou para a história das guerras como uma das mais longas batalhas com duração de 199, e como a maior em número de tropas mais de 2,2 milhões de soldados envolvidos e a mais sangrenta com 1,8 a 2 milhões de mortos. Essa luta encarniçada decidiu os rumos da Segunda Guerra Mundial e só foi vitoriosa pelo lado soviético, em razão do engajamento do seu povo que seguia a onda revolucionária que sacudia a Europa.

O início da ofensiva alemã foi 23 de agosto de 1942 tendo na linha de frente o 6º Corpo de Exército e elementos do 4º Exército Panzer, foi uma avanço esmagador que em novembro do mesmo ano forçou as forças defensivas numa pequena zona na margem oeste do rio Volga. Após entrarem na cidade o combate mudou de figura tornando uma disputa casa a casa, nesse período do conflito houveram intensos bombardeios da Luftwaffe, que levaram a maior parte da cidade à ruína.

Ao contrário da propaganda difundida pela URSS, a política de Stalin foi desastrosa e praticamente entregou toda a região à iniciativa nazista, demonstrando inclusive uma total falta de empatia com a população civil que foi impedida de evacuar das zonas de conflito. Foi o esforço coletivo da classe operária russa numa verdadeira movimentação revolucionária que permitiu a derrota da ofensiva nazista.

A situação da Batalha de Stalingrado estava extremamente desfavorável ao Exército Vermelho, sendo sustenta em dois bolsões onde os esforço de operário que produziam tanques e entregavam na linha de frente e que  se voluntariaram na infantaria do Exército Vermelho onde a expectativa de vida chegou a ser de 24h. Apesar dos combates corpo a corpo, as condições condições da batalha começaram mudar com o intenso envolvimento popular e as mudanças climáticas com a chegada do inverno.

Em novembro de 1942 seria lançada uma grande contra-ofensiva chamada de Operação Urano. Na operação Urano as forças soviéticas se aproveitavam das fraquezas nos flancos da tropas do Eixo, que eram defendidas por forças romenas e húngaras que eram as mais fracas da coalizão, pior equipadas, menos treinadas e com pior espíritos de batalha.

Os ataques foram realizados atacando os flancos criando um movimento de pinça que envolveu o 6º Exército alemão na Stalingrado, constituindo um cerco soviético, a situação tinha se invertido, agora eram os alemães que estavam presos em Stalingrado. Hitler chegou a estabelecer uma ponte aérea para prover as forças cercadas, entretanto a capacidade de transporte naquele momento da Luftwaffe, era de 25% das necessidades das tropas, o que resultou nas tropas famintas, sem combustível e desmuniciadas.

Com o congelamento do Rio Volga restabeleceu-se o abastecimento de suplemento às tropas russas, nesse momento foi lançada a bem sucedida segunda ofensiva russa que visava empurrar as forças do Eixo pelo rio Don e capturar Rostov. Nessa altura da batalha, todas as iniciativas nazistas romper o cerco russo e auxiliar a “Fortaleza de Stalingrado” fracassaram.

Em janeiro de 1943 os alemães perderam os dois aeroportos, prejudicando assim a insuficiente ponte aérea de abastecimento, a partir deste momento não haveria mais pousos da Luftwaffe em Stalingrado, mas eles continuaram jogando os mantimentos sobre a cidade. Mesmo com poucos recursos, os soldados alemães continuaram a resistir, recomeçando a guerra urbana com fúria.

Em 24 de janeiro de 1943, Von Paulus comunicava a Hitler: “Tropas sem munição ou alimento. Contato mantido com elementos de apenas seis divisões. Indícios de fragmentação nas frentes norte, sul e oeste. Pouca alteração na frente leste. Dezoito mil feridos sem atendimento, ataduras ou medicamentos. As 44º, 76º, 100º, 305º,e 384º Divisões de Infantaria destruídas. Não mais possível exercício de comando. Frente rompida em consequência de penetrações profundas por três lados. Só existem pontos fortes e abrigos no interior da cidade. Inútil continuar defesa. Colapso inevitável. Exército solicita autorização imediata para rendição a fim de salvar vidas das tropas restantes.”

Teve como resposta de Hitler: “Capitulação impossível. O 6º Exército cumprirá com seu dever histórico em Stalingrado até o último homem a fim de possibilitar a reconstrução da frente oriental.”

Sitiado, Von Paulus contraria as ordens de Hitler e se rende,  em 2 de fevereiro a maioria dos remanescentes se rende, são 91 mil homens esfomeados  doentes e exaustos foram feitos prisioneiros, entre eles 22 generais. Os poucos grupos que resistem a se render são caçados em Stalingrado nas próximas semanas pelas forças russas.

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