Cinema
Um dos principais realizadores do período revolucionário, Dziga Vertov produziu clássicos cinema soviético como Um Homem com uma Câmera e Três Canções para Lênin
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Um Homem com uma Câmera | Foto: Reprodução

Dziga Vertov, nasceu como Denis Arkadievitch Kaufman, em uma família judia na cidade de Białystok, a época parte do Império Russo, em 02 de janeiro de 1896. Vertov foi cineasta, documentarista, experimental e jornalista soviético, sendo o teórico do cinema-verdade (Kino-Pravda).

Muito cedo começou a escrever poemas e estudar música, aos 19 anos ingressou no estudo de medicina, na época criou o “laboratório do ouvido” onde registrava e montava ruídos de todo o tipo utilizando um velho fonógrafo Pathéphone. Nesse mesmo período assume o nome de Dziga Vertov, DZIGA – palavra ucraniana para roda que gira sem cessar e VERTOV – do russo vertet, que significa rodar, girar.

Influenciado por um discurso de Lenin que colocava o cinema como principal meio de divulgação da nova ordem soviética, Vertov se coloca à disposição do Kino Komittet de Moscou (1918). Neste momento é investido das funções de redator e montador do primeiro cinejornal de atualidades do Estado Soviético – o KINONEDELIA (Cinema Semana).

Vertov era irmão mais velho dos diretores de fotografia Mikhail Kaufman e Boris Kaufman. Em 1922 junto de Mikhail e sua irmã mais nova Elizaveta Svilova, Vertov fundou o “Conselho dos Três”. Eles se denominavam de kinoks – uma composição das palavras russas kino (cine) e oko (olho), e iniciam os trabalhos do Kinopravda (Cinema verdade), foram produzidos 23 números dessas.

No ano de 1923 eles publicaram o seu primeiro manifesto teórico com o título “A revolução dos kinoks”. Após esse manifesto Vertov entra numa intensa produção tanto teórica, quanto prática. Havendo a produção de diversos textos-manifestos com seus experimentos e imagens colhidas, que declaram seus princípios para a relação olho/câmera/realidade/montagem.

Foi no ano de 1929 que Vertov lançou o seu mais revolucionário e experimental filme Um Homem com uma câmera (Tchelovek s kinoapparatom), que se demonstra uma verdadeira aula de cinema. O filme silencioso e rico em imagens da União Soviética sob os mais diversos ângulos foi marco histórico do cinema, documentando o cotidiano de cidades russas principalmente Moscou de forma rica em criatividade e lucidez, com planos que passam de uma simples fotograma a complexas estruturas narrativa, conservando sua intenção poética por si só.

Vertov sofreu grande influência de Maiakovski, declarando-se um adepto do movimento futurista, fez parte do movimento construtivista, escrevendo diversos artigos sobre teoria do cinema. Sua teoria Kino Pravda, assim como seu trabalho cinematógrafo foi a fundação de diversas teorias e práticas, marcando seu nome na história do cinema. Vindo a falecer na cidade Moscou em 12 de fevereiro de 1954, aos 58 anos de idade, sucumbindo a um câncer que o afligia.

 

Filmografia:

1919 Kino Nedelia, A Semana no Cinema
1919 Aniversário da Revolução
1922 História da Guerra Civil
1924 Brinquedos Soviéticos
1924 Cine-Olho
1925 Kino-Pravda
1926 A Sexta Parte do Mundo
1928 O Onézimo
1929 Um Homem com uma Câmera (br)/O Homem da Câmara de Filmar (pt)
1931 Entusiasmo (Sinfonia de Donbass)
1934 Três Canções para Lênin
1937 Memórias de Sergo Ordjonikidze
1938 Três Heroínas
1944 Nas Montanhas de Ala-Tau
1954 Notícias

 

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