Dia de hoje na história
A revolução de 1969 liderada pelo tenente Kadafi derrubou a monarquia pró imperialista e deu início ao regime nacionalista que durou até 2012 quando foi derrubado pelo imperialismo
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LIBYA - NOVEMBER 14: The Colonel and head of the Libyan state Moammar El Gaddafi greeted the crowd for the first time since he had overthrown the Libyan monarchy On November 14, 1969. (Photo by Keystone-France/Gamma-Keystone via Getty Images ) *** Local Caption *** Muammar al Gaddafi
O jovem Kadafi | Foto: Reprodução

No dia 1 de setembro de 1969, aconteceu a revolução al-Fateh na Líbia que derrubou o rei Idris I, pôs um fim a monarquia, e colocou Muamar Kadafi no poder dando início ao regime nacionalista no país. O petróleo foi nacionalizado e o muitos investimentos foram realizados na infra estrutura, com destaque aos setores de saúde, educação, irrigação (importantíssima em uma país árido) e eletricidade fazendo-o alcançar o mair IDH do continente africano. Porém em 2012 o imperialismo destruiu completamente o país o bombardeando e financiando milícias que assassinaram o presidente Kadafi,

Algumas revoluções nacionalistas lideradas por militares pequeno burgueses aconteceram no Oriente Médio, principalmente após a segunda guerra mundial, que foi uma grande crise do imperialismo, a primeira e mais famosa de todas foi a de 1952 no Egito capitaneada por Gamal Nasser. Esta serviu de inspiração para as outras como a do Iraque em 1958 e a da Líbia em 1969, a liderança dos militares em tais revoluções é de fácil compreensão aos brasileiros pois remete ao tenentismo na década de 1920 que protagonizou a Revolução de 1930 ou até a derrubada da monarquia do Brasil em 1889 pelos militares.

Alguns setores dos militares nos países atrasados podem tomar posições nacionalistas e nas circunstancias de crise podem assumir a liderança política e tomar o poder, por isso as semelhanças do Brasil com o Oriente Médio. Contudo também há inúmeras diferenças, no caso da Líbia, por exemplo, o regime assumiu uma postura bem a esquerda, apesar de não ser um movimento socialista, grande parte da propriedade privada foi expropriada o que beneficiou muito a população, o próprio regime por um momento passou a se declarara socialista e fazer alianças com os países socialistas.

A figura de Kadafi foi demonizada recentemente na conjuntura do golpe de Estado de 2012, como é pratica comum do imperialismo, criando a imagem de um ditador sanguinário. Apesar de não ser uma figura ideal de revolucionário é importante contar um pouco de sua história para se contrapor a propaganda da burguesia. Ele nasceu em 1942 na Líbia sob domínio italiano, filho de beduínos pobres, se tornou nacionalista ainda na escola e ao cursar a Academia Real Militar foi se tornando o líder do Movimento dos Oficiais Livres.

Com apenas 27 anos ele liderou os militares na insurreição que derrubou a monarquia e tomou o poder, se alinhando rapidamente com o nacionalismo árabe dos outros países. Em 1973 ele se manteve no poder com a guinada a esquerda do regime, criou uma teoria de não alinhamento com os EUA e a URSS descrita em seu famoso livro verde. Posteriormente se aproximou da URSS devido aos ataques do imperialismo à Líbia e na década de 1990 se tornou um importante expoente do Pan Africanismo até a sua morte.

Kadafi se manteve no poder desde 1969 até 2012 e apesar das alterações aparentes em sua política o regime da Líbia sempre manteve sua trajetória nacionalista que desenvolveu o país garantindo as condições de vida básicas para população que tinha uma das mais baixas taxas de miséria do mundo. O imperialismo tentou derrubar o regime por 43 anos e finalmente conseguiu em 2011, assim a Líbia quase se desfez por completo numa constante guerra, o país se degradou a um nível que a venda de escravos voltou a acontecer em praça pública, nem existe de fato um governo líbio mas varias facções em guerra que disputam o controle.

A revolução de 1969 na Líbia é mais uma comprovação da teoria da revolução permanente de Trotski, é preciso que a classe operária assuma a liderança da revolução e tome o poder instaurando a ditadura do proletariado. Em Cuba a revolução que começou nacionalista se transformou em socialista e até hoje a pequena ilha resiste às investidas do imperialismo, na Líbia o processo não foi até o fim, assim, mesmo com sua enorme riqueza natural, não se conseguiu resistir ao imperialismo que, ao ser vitorioso, destruiu o país completamente.

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