Parar por vacina e salários
1° de fevereiro se anuncia como data de retomada das lutas é necessário a mobilização da CUT e seus sindicatos apoiando as mobilizações nacionais dos professores e caminhoneiros
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Professores e caminhoneiros juntos na luta | assiscity.com

No próximo dia 1º de fevereiro, duas grandes mobilizações podem começar a mexer com o ânimo dos trabalhadores frente aos governos da quebradeira como Jair Bolsonaro e João Doria.

Os professores do Estado de São Paulo, assim como de outros estados e municípios e os caminhoneiros a nível nacional anunciaram possíveis paralizações no primeiro dia do segundo mês. A mobilização da educação se dá em razão da tentativa de crime dos governos estaduais em anunciar a reabertura das escolas mesmo em meio a pandemia, inclusive com regiões na fase vermelha, como é o caso da maioria das regiões em São Paulo e sem a imunização geral da população.

Já as Entidades ligadas aos caminhoneiros em decisão foi tomada na última terça-feira, dia 5, durante uma Assembleia Geral Extraordinária do Conselho Nacional de Transporte Rodoviário de Cargas (CNTRC) anunciaram que a categoria irá paralisar as atividades em todo o País no dia 1º de fevereiro que reclamam da alta dos preços dos combustíveis e reivindicam um piso mínimo para o frete do transportador autônomo, reivindicação esta que já foi motor de outras duas grandes mobilizações em 2019 e 2020, entre outros pontos que fazem parte de suas exigências, como a criação de um marco regulatório para o setor, aposentadoria especial e uma maior fiscalização por parte da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

A mobilização dos caminhoneiros já começa a esquentar, um dos representantes do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Bens de Feira de Santana e Região (Sintracam) disse: “Nas rodovias, só vai passar ônibus e carro pequeno. Caminhão não passa”, mostrando a correta intenção de parar o Brasil pelo atendimento das reivindicações daqueles que transportam as riquezas materiais e alimentos país adentro.

No lado dos educadores, os professores da rede estadual paulista se preparam para enfrentar o crime “bolsodoriano” em São Paulo, onde o governador fascista de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou no último dia 17 de dezembro que, no ano letivo de 2021, as escolas públicas e particulares poderão permanecer abertas mesmo se o estado regredir à pior etapa da pandemia do novo coronavírus, a chamada a chamada fase vermelha, mostrando que não está nem aí para a saúde dos que atuam na escola (professores, alunos e demais funcionários, assim como as famílias dos mesmos). Até este momento, as aulas só podem ser retomadas – parcialmente – na fase amarela, o que já é uma aberração. O ataque de Doria já foi anunciado oficialmente, iniciar o ano letivo de 2021 em 1º de fevereiro.

O anuncio de João Doria ocorre por conta da pressão da burguesia, que mobiliza todo o seu aparato, a imprensa golpista, as instituições judiciárias, além de muita gente paga para fazer o serviço “intelectual” de convencer a população de que não haveria perigo, como é o caso do Instituto Todos pela Educação financiado pelo Banco Itaú e pela Fundação dos mega milionários Lemanns, que estão imbuídos do interesse de não se deixar processar o prejuízo de 1,5 % do PIB mundial anunciado meses atrás pela OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Diga-se passagem que a OCDE é uma organização internacional formada por 36 países com o objetivo de coordenar políticas econômicas entre eles. Fundada em 1961, é um desdobramento da Organização para Cooperação Econômica Europeia, que existia desde 1948. A OCDE recebe o apelido de “clube dos ricos” porque reúne, principalmente, as maiores economias mundiais, como EUA, França, Alemanha, Japão, Canadá e Reino Unido.

Baseado no interesse dos maiores capitalistas internacionais por detrás da OCDE; a qual inclusive Bolsonaro, antes de anunciar a quebradeira do Brasil, dizia estarmos nos preparando para ingressar nela; a burguesia se coloca totalmente a favor da permissão para o retorno de 100% das crianças na educação básica se os municípios estiverem na fase verde, na fase amarela, estarão liberados 70% dos alunos na fase vermelha, 35%.

No entanto, para que estas duas promissoras mobilizações saiam do papel frente ao cenário que se avizinha para o próximo período, onde a pandemia deverá manter-se em alta, é necessário que o estado de ânimo da esquerda nacional, que muito provavelmente deverá continuar confinada, agora alegando que estará à espera da vacina para poder sair às ruas mude radicalmente. Um cinismo sem igual, pois muitos desses dirigentes que mantiveram as portas das entidades sindicais fechadas nos primeiros nove meses de 2020, saíram alegres, livres e soltos, quando o assunto era período eleitoral, foram vistos, muito entusiasmados, nas ruas, fazendo campanha eleitoral, pedindo votos no pleito municipal que se realizou em novembro. Tendo inclusive como este jornal denunciou há quatro meses que após o dia 29 de novembro (data do segundo turno das eleições municipais) fechariam novamente as suas sedes eleitorais, pois na verdade elas não estariam ali para as lutas cotidianas que a população muito precisa, mas apenas para garantir o emprego de alguns.

Contra tais ataques, a Corrente Sindical Nacional Causa Operária chama a mobilizar e exigir que os Sindicatos convoquem a mobilização dos professores e suas comunidades escolares em todo o país, para assembleia em 1° de fevereiro contra a volta as aulas sem vacina e deflagrar greve de toda a educação no Estado de São Paulo e em todo o país, assim como os sindicatos de caminhoneiros a realizar ampla mobilização e parar o país em 1° de fevereiro contra os ataques capitalistas encabeçados por Jair Bolsonaro.

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