Só a mobilização operária e popular pode libertar Lula e deter o avanço do golpe

A combativa mobilização realizada contra a prisão do ex-presidente Lula, em São Bernardo do Campo, na qual era majoritário a vontade clara e expressa da maioria dos presentes  – principalmente o setor operário e mais combativo da manifestação – de “não deixar prender” e “resistir” à prisão da maior liderança popular do País, orquestrada pela direita golpista em uma operação de clara afronta à própria Constituição Federal que estabelece o direito de Lula e de todo o cidadão de responder em liberdade até que sejam esgotados todos os recursos, evidenciou que há no interior do movimento de luta contra o golpe uma clara tendência – ainda que incipiente – de superar a política de acreditar na justiça e manter ilusões de que o golpe possa ser derrotado ou mesmo contido, simplesmente, por meio de articulações políticas ou judiciais com as cúpulas dos poderes do regime político dominado pelos golpistas.

Após a prisão, cresceu a revolta e se expressam – ainda que de forma diferenciada – tendências de ir à luta e enfrentar nas ruas a direita; único caminho que pode assegura uma vitória contra os planos dos donos do golpe de passar a uma nova etapa, impondo um governo fraudulento (gerado em eleições fajutas ou por meio de um golpe militar ou outra via arbitrária) que aprofunde a política de servilismo à vontade do imperialismo – principalmente norte-americano – que dá as cartas no golpe, em meio a uma enorme crise internacional.

É preciso superar as ilusões em que possa haver uma saída “negociada” e na armadilha das eleições nas condições que a direita busca impor. É hora de impulsionar as tendências de luta que se apresentaram em São Bernardo, que  se expressam no acampamento com milhares de pessoas em Curitiba e em inúmeras manifestações por todo o País.

É preciso intensificar a propaganda e agitação nos locais de trabalho, estudo e moradia, fortalecer as atividades dos comitês de luta contra o golpe, pela anulação do impeachment, contra a prisão de Lula, em defesa da democracia etc. por meio de atividades práticas como panfletagens, colagem de cartazes, debates etc. preparando grandes mobilizações.

Dia 17, no segundo aniversário do nefasto golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff, sair às ruas de todo o País, se agrupar em frente ao STF, em Brasília, apoiando o ato de entrega das dezenas de milhares de assinaturas na Ação Popular pela Anulação do Impeachment e preparando um gigantesco primeiro de Maio de Luta, em Curitiba, tendo como eixo a defesa da liberdade para Lula.