Alemanha: Grande coalizão entra em Crise e extrema-direita se prepara para colher os benefícios

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Alemanha: Grande Coalizão entra em Crise e extrema-direita se prepara para colher os benefícios

Após quatro meses sem conseguir formar um governo, na semana passada a Chanceler Angela Merkel conseguiu um entendimento final entre os três partidos envolvidos nas negociações. Porém ninguém acredita na solidez do acordo daí emergente.  Liam Halligan, colunista do jornal britânico The Telegraph, afirma que ele foi construído sobre areia. O Vice-Presidente do partido Alternativa para a Alemanha (AfD), Dr. Roland Hartwig, declarou ao sítio de notícias Sputnik que sua expectativa é de que o novo governo não traga mudanças e lembra que esta foi a mesma coalizão que governou o país nos últimos quatro anos.

Ainda segundo, o Vice-Presidente da AfD não apresentam soluções para os problemas que ele considera como centrais na política alemã: imigração ilegal, ausência de controle nas fronteiras, a crise na União Europeia, nacionalização de débitos estrangeiros, tarifas exorbitantes por energia renovável, alta carga tributária, redução da dívida pública, além de outros.

Embora as questões acima sejam reais a matéria não aborda qual é a política da AfD para lidar com elas. Os problemas que se apresentam na Alemanha podem ser enquadrados de uma maneira geral dentro da crise capitalista. Embora a Alemanha tenha sido na Europa praticamente o único país que conseguiu preservar seu parque industrial lá também se desenrola uma guerra entre a burguesia financeira e a industrial. O desejo desta é reorientar as relações internacionais ne sentido de reforçar os laços com o espaço econômico liderado pela China e Rússia.

Rascunho automático 67

É grande a insatisfação popular na Alemanha. Pesquisas realizadas antes das últimas eleições deram conta que 52% da população desejava Angela Merkel fora do governo. Não há notícias sobre propostas da esquerda alemã ou mesmo se uma existe. O partido A Esquerda, considerado sucessor do Partido da Unidade Socialista que governava a antiga República Democrática Alemã, tem uma plataforma reformista muito moderada e possui maior força eleitoral na região oriental. Diante desse quadro, único partido que traz propostas de mudança de rumo, embora pela direita, a AfD  está sendo a grande beneficiária do esgotamento do regime atual.

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