Judiciário brasileiro a serviço do imperialismo

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Nesta altura do campeonato, todo mundo já sabe a quem servem os golpistas que derrubaram Dilma Rousseff, em 2016, e que, agora, querem tirar Lula da vida pública a todo custo: servem, dentre outros, aos magnatas do petróleo, como a Shell.

O encontro nada republicano e nada transparente da ministra do STF (Supremo Tribunal Federal), Cármen Lúcia, com representantes da Shell e outros capitalistas estrangeiros no dia 29 de janeiro de 2018 demonstra o quão estreitas estão sendo mantidas as relações do Poder Judiciário brasileiro com o imperialismo que deseja sugar todas as riquezas do Brasil.

Na ocasião, a líder do judiciário cumpriu com seu papel de prestar contas e deixou bem claro aos presentes e à imprensa que fará de tudo para banir Lula do convívio social e da vida pública, antecipando sua prisão o mais rápido possível, já que não pretende rever o posicionamento do STF, no sentido de prender pessoas sem o trânsito em julgado de sua condenação, o que, é sempre bom dizer, contraria frontalmente o art. 5º, inciso LVII da Constituição Federal.

Para ela, aplicar o que está escrito na constituição seria o mesmo que “apequenar o Supremo”, e que o certo é que o próprio judiciário defina qual regra deve valer ou não, de acordo com seus fregueses.

Dentre os magnatas exploradores do petróleo alheio não falta prestígio à Ministra Golpista, pois o empenho da mulher em prender Lula e retirá-lo do jogo lhes facilita e muito na conquista de seus objetivos, que incluem o roubo do pré-sal e de todos os recursos minerais, do solo brasileiro, da água, etc, pois o ex-presidente já afirmou que, se eleito, vai anular a MP 795/2017, conhecida como a MP da Shell, que garante inúmeros benefícios à Shell e outras petroleiras estrangeiras.

Estrategicamente cobiçada por estas multinacionais, Cármen Lúcia e quase todo judiciário brasileiro não passa de agentes na manutenção do Brasil na condição de colônia de exploração dos grandes capitalistas.

Rascunho automático 67

Pelo caráter reservado do encontro e do pouco que se soube dele, percebe-se que o Brasil está muito longe de ser uma República, onde as instituições deveriam prestar contas ao povo, e não a quem as toma de assalto. Mas isto serve para mostrar que só povo nas ruas pode recuperar sua posição de titular do Poder e finalmente destituir todos os traidores do lugar ao qual jamais deveriam ter chegado.

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