É preciso uma mobilização revolucionária contra a prisão de Lula e o golpe

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Grossomodo 19

Agora não existe mais espaço para dúvida. Nem para padrões capitalistas o Brasil vive uma democracia. O País inteiro quer votar, eleger Lula, enterrar as reformas e o golpe, mas o candidato que representa as amplas massas populares está condenado, inelegível, teve seu passaporte cassado e está ameaçado de prisão.

O duro veredito, três votos a zero, sem nada que pareça com provas de crime, sem certeza de que houve crime, é uma barbárie jurídica e a prova de que no Brasil impera a lei do mais forte, a violência da direita golpista e não nenhuma concepção jurídica, a direita mostrou que não quer acordo, quer atropelar as massas populares e prender suas maior liderança.

Nesse sentido, a arena institucional, parlamentar e judiciária é um beco sem saída. A condenação de Lula, com o objetivo claro de impedir sua candidatura e de atacar o povo, também indica que a burguesia quer uma eleição de fachada, nem parlamento, nem tribunais, nem mesmo o voto nas urnas é uma saída. A saída é nas ruas.

Esta situação deixa para os trabalhadores um caminho de ação claro, não esperar por nada, tomar as ruas, crescer os comitês contra o golpe e em defesa de Lula, não foi por meios legais, pois os golpistas acabaram com o direito no Brasil, tem que ser pela força.

O imperialismo e a direita golpista colocaram a necessidade de uma mobilização revolucionária para derrotar os golpistas, impedir a prisão de Lula e impedir que transformem o país em uma ditadura.

A jogada da direita golpista é tudo ou nada, portanto, se ela for derrotada, também não haverá acordo. É preciso lembrar agora que a direita quer prender Lula, acabar com a aposentadoria, afundar o País e trazer de volta o espectro da fome, pois a mobilização dos trabalhadores precisa ser vitoriosa para impedir essa catástrofe, mas também para trazer avanços.

Rascunho automático 67

É preciso derrotar o golpe e chamar uma Assembleia Constituinte, controlada pelo povo, e nessa Assembleia dar a mais dura derrota à direita, impor um verdadeiro salário mínimo, acabar com o monopólio das comunicações, jogar as reformas na lata do lixo da história, reviver a CLT e ampliá-la, acabar com a ditadura das PMs sobre a população pobre, tomar a terra dos latifundiários e fazer a reforma agrária, modificar as regras da eleição para que os trabalhadores possam eleger o presidente e não ficar reféns de um congresso eleito pelo cabresto, eles não querem acordo com o povo agora, quando forem derrotados, o povo não deve fazer compromissos com a burguesia.

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