Radio Causa Operária: ato do dia 24 já é um problema para burguesia

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Lula reconhece que a burguesia se unificou  contra a sua candidatura

O companheiro Rui Costa Pimenta presidente nacional do PCO partido da causa operária apresenta todos os sábados o programa Análise política da semana pela Rádio Causa Operária.

“O tema da semana aqui, é óbvio, é o ato do dia 24. Na imprensa capitalista, golpista, o ato aparece de maneira bastante secundária, mas não há dúvida nenhuma de que o ato se transformou em um ponto de crise no regime golpista, devido a magnitude que vem assumindo o ato contra a prisão de Lula.

O tribunal de Porto Alegre levantou uma série de problemas, o presidente do tribunal fez reunião com a Carmem Lúcia, com as forças de segurança, o exército está envolvido, chegaram até a informar o absurdo de que franco atiradores no alto de prédios em Curitiba, o que é uma tentativa de intimidação das pessoas que vão para Porto Alegre, porque qual é o sentido de se colocar franco atirador? O pessoal lá de baixo vai estar armado atirando na direção do TRF? Absurdo. Os desembargadores disseram que foram ameaçados de morte pela internet, o que pode ser verdade e pode não ser verdade, visto que a direita tem usado da perfídia contra a população e contra as lideranças de esquerda durante todo esse processo do golpe.

Alguns falaram que retiraram as famílias de Porto Alegre, devido a falta de segurança, e logicamente que os jornais tiraram matérias dizendo que a população que vai a Porto Alegre é violenta e que está inclinada ao vandalismo Etc.. e Tal. Bom, antes de entrar no mérito dos argumentos, é preciso atentar para o quadro de crise que se estabeleceu. E qual que é o conteúdo? Qual que é a base dessa crise? É evidente que se montou ai, uma enorme pressão popular contra a condenação de Lula, e isso coloca em risco em certa medida, o plano de colocá-lo na cadeia, de neutralizá-lo nas eleições, de condená-lo definitivamente.

A burguesia de forma geral, os golpistas, estão sentindo, aliás sentiram o peso da pressão popular e sentiram de forma muito intensa. Nós podemos dizer aqui, que isso manifesta o aprofundamento da inversão da curva na situação política. O golpe começou com os golpistas procurando colocar a população, a esquerda e todos os movimentos sociais e operários na defensiva. Desfechou um conjunto de ataques extremamente duros contra os trabalhadores, e a partir de um determinado momento, em que a direita estava na ofensiva, e a população de um modo geral na defensiva, está se invertendo. Nós tivemos um conjunto de movimentos que foram revertendo essa situação, mas agora, estamos falando de diversos setores mais esclarecidos. E não estamos falando de um movimento minoritário, estamos falando de um movimento de massas.

Um movimento que começou a tomar corpo na época do impeachement de Dilma rousseff, e que se dispersou devido a uma política equivocada da esquerda como a campanha das Diretas Já, Etc… e tal, e que agora volta ao seu caminho natural que é a luta contra o golpe, mas não vamos nos enganar; A defesa de Lula não está ligada ás qualidades dele como político, mas, é uma forma de se aglutinar a luta contra o golpe e que está no seu ponto maximo. E a burguesia reflete a sua conduta de medo, quando se coloca na defensiva. A mobilização popular tomasse tal vulto, que passasse a afetar as camadas mais populares da população, e essa mobilização, e desta vez a mobilização atinge um ponto crítico mas de maneira mais intensa.

Se compararmos com as mobilizações no auge da luta contra o impeachement, veremos que essa mobilização é muito mais abrangente, muito mais radical, e isso nós podemos ver pela radicalidade e hostilidade que a mobilização demonstra contra a direita. um caso disso, é o MBL, um movimento pago, e financiado pelos imperialistas estrangeiros, eles foram até a casa do Lula para fazer a tal manifestação, que teria o pixuleco. Porém, quando o pessoal do ABC ficou sabendo dessa manifestação, correram até lá e botaram o MBL pra correr. Não sei o que aconteceu com o pixuleco, mas, a coisa foi fulminante.

Quem se lembra do ínicio da campanha do golpe sabe que as coisas não foram bem assim aonde os setores mais esclarecidos não queriam se confrontar com o MBL, mas agora a situação é diferente. Nesse momento tudo isso desapareceu. Todo mundo está muito revoltado com tudo o que está acontecendo, e não é uma análise psicológica dos fatos, mas sim, uma leitura da situação real do que está acontecendo. A manifestação em Porto Alegre tende a ser muito grande segundo as previsões do PT, para quem está acostumado com os números da grande imprensa, 50 mil pessoas podem ser um número muito pequeno, mas 50 mil pessoas é uma senhora manifestação. Vem gente de todo o Brasil e é capaz de ser uma manifestaç˜ão até maior do que o esperado.

A defesa do Lula já está adquirindo um status de grandes manifestações de massas na história do Brasil que irá condicionar completamente a situação política nacional. Os golpistas que não recuam um milimêtro no sentido de condenar o Lula, estão pisando em ovos. E precisam ver uma maneira de diluir essa manifestação para poder voltar a ter um certo controle da situação.

A medida em que manifestação vai crescendo ela se torna imprevisível e vai depender de como essas massas vão interpretar esses movimentos. Os juízes dizem que a população que está indo para Porto Alegre está indo lá para depredar e tal, mas a reação popular a determinados atos arbitrários as consequências são imprevisíveis. Mas em toda revolução começa com a população reagindo a atos considerados arbitrários. A questão é ver o tamanho e a personalidade que essas manifestações vão adquirir e ver o vai acontecer nos dias 24 e 25 de janeiro”

Rascunho automático 67

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