“Volta para a África”: fascistas picham casa de família negra em Minas Gerais

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O golpe de Estado contra a presidenta Dilma Rousseff, do Partido dos Trabalhadores, fez emergir em todo o País bandos fascistas que passaram a agir não só intimidando e ameaçando a esquerda e suas organizações de luta, mas atacando também os grupos sociais mais vulneráveis, como mulheres, negros, homossexuais, nordestinos e imigrantes oriundos de países pobres.

Estimulados pela propaganda fascista da imprensa, que não poupa esforços para atacar, de um ponto de vista moral, o governo eleito pelo voto popular, esses bandos de extrema-direita se sentiram fortes o suficiente para ir adiante em sua campanha.

No auge do golpe e da campanha contra a esquerda, os fascistas ameaçavam e atacavam até mesmo quem estivesse vestido com roupas na cor vermelha (a cor do PT e tradicionalmente também da esquerda). Chegaram ao ponto de abordar pessoas que passeavam nas ruas com animais vestidos de vermelho, para se ter uma idéia do caráter fascistóide desses abjetos grupos.

Rapidamente, no entanto, essas hordas de direitistas passaram a abordar e atacar violentamente transeuntes nas ruas. Mendigos, negros, homossexuais e nordestinos passaram a ser ameaçados à luz do dia, sem que houvesse, por parte desses, nenhuma provocação aos fascistas.

Como nunca houve, por parte da esquerda, (a não ser por iniciativa do PCO) nenhuma ação concreta no sentido de enfrentar os fascistas, os mesmos parecem se sentir a vontade para continuar atacando nas ruas os segmentos indefesos.

Neste final de semana, na sexta-feira, uma família do Bairro Sevilha, em Ribeirão das Neves, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, prestou queixa à Polícia Civil devido a uma pichação em sua casa com palavras e frases racistas. No muro, dizeres como “senzala”, “volta para a África” e “escravos à venda” fizeram com que a família de Ivan Ferreira Oliveira, que mora há dois anos e meio com a mulher e três filhas no endereço, tomasse uma providência. Essa é a quarta vez que a casa é pichada (Estado de Minas online, 12/01). Voltei para a casa e li aquilo, que me chateou muito na hora. Porque a frase dói na gente, né? Ler ‘negrões imundos’ me chateou demais”, disse Ivan (Idem, 12/01).

O grande revolucionário Leon Trostski, dirigente da Revolução Russa e que vivenciou a ascensão do fascismo na Europa, disse certa vez que com o fascismo não se discute. Se destrói o fascismo. A esquerda pequeno burguesa que apoiou o golpe e pede a prisão de Lula não consegue enxergar um palmo do que está à frente do seu nariz. Nenhuma campanha vem sendo feita desde então para neutralizar e destruir a ação dos bandos fascistas.

Rascunho automático 67

A direita só pode ser enfrentada e derrotada através de uma ampla campanha de denúncia e enfrentamento direto, nas ruas. Nesse sentido, o PCO dirige um amplo chamado a todas as organizações de luta dos trabalhadores e das minorias indefesas atacadas pelos fascistas a conformarem um amplo movimento de luta para enfrentar e derrotar, nas ruas, a extrema-direita.

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