Banco do Brasil retira comissão de trabalhadores afastados por doença

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Banco do Brasil retira comissão de trabalhadores afastados por doença

A diretoria do Banco do Brasil determinou mais uma norma que fere os direitos dos trabalhadores que se afastam por motivo de doença: a perda da comissão da qual exercem quando do afastamento.

O golpista e presidente do Banco do Brasil, Paulo Caffarelli, determinou que os funcionários do banco que forem afastados por motivo de doença terão a “opção” da continuidade do recebimento da comissão que o trabalhador exerce.

“É facultado ao funcionário que retorna da QS (Quadro Suplementar) Licença Saúde Afastado com diagnóstico de neoplasia maligna ou por doença ocupacional com CAT emitida pelo banco, solicitar análise para concessão do benefício de nomeação na função gratificada ou de confiança que exercia antes do afastamento ou em função equivalente”.

Para aqueles mais distraídos pode parecer que o banco deixa a opção para o trabalhador de pleitear a continuidade da sua comissão após o seu afastamento. Só que a morma do banco é clara quando condiciona o recebimento da devida comissão a emissão da CAT (Comunicado de Acidente de Trabalho) emitida pela empresa. Os bancários sabem muito bem que nenhum banqueiro jamais emitiu CAT alguma, que banco algum reconhece qualquer tipo de doença ocupacional.

O cinismo da direção do banco é gigantesca em relação a nova reestruturação que está ocorrendo na empresa. Recentemente em um evento patrocionado pelo banco, Inspira BB, com a participação de várias personalidades dentre elas o Teólogo Leonardo Boff, que “visa compartilhar histórias e experiências singulares que emocionam, conectam e engajam na busca de uma transformação coletiva” (site Inspira BB), um bancário pegou o microfone de deu a sua declaração em relação a sua “história e experiência” no banco. Na cara o presidente Paulo Caffarelli o funcionårio denunciou a perda da sua comissão ao se afastar para tratamento de um câncer.

Rascunho automático 67

A declaração relvela o que de fato está por trás da atual política da direção do BB: um ataque cada vez mais virulento aos trabalhadores para satisfazer os apetites dos parasitas capitalistas.

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