Trump continua na mira do impeachment

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Trump continua na mira do impeachment

O tema do impeachment de Donald Trump, presidente dos EUA, continua nas manchetes da imprensa norte-americana. Desde que Trump assumiu, e até mesmo antes de começar seu mandato, a possibilidade de tirá-lo do governo por meio de um processo de impeachment já tinha sido levantada. O principal motivo alegado pela oposição parlamentar ao governo seria uma ingerência dos russos nas eleições norte-americanas com conhecimento e participação da campanha de Trump. Uma história digna dos tempos de propaganda anti-soviética.

Em dezembro foi votado o primeiro processo de impeachment contra Trump. A proposta foi derrotada de forma estrondosa e apresentada como uma grande vitória do presidente. No entanto, a tentativa marca apenas uma primeira investida no marco de uma campanha permanente contra o governo. Ainda em dezembro, uma pesquisa mostrou que a desaprovação de Trump chegou a 60%, antes mesmo de completar um ano de governo.

O impeachment também é tema da publicação de livros (pelo menos três), e da venda de produtos como a “vela perfumada do impeachment”, com “cheirinho de impeachment”, como mostra uma reportagem da Folha de S. Paulo, mostrando a dimensão da campanha pelo impeachment. Além de livros e produtos sobre o assunto, a deposição de Trump também é objeto de especulações em casas de apostas, que veem grandes chances de que Trump não complete o primeiro mandato.

Todo esse clima criado em torno de um possível impeachment é fruto de uma intensa campanha. Quando Trump venceu as eleições, derrotou o principal setor do imperialismo, que preferia Hillary Clinton. Trump representa um setor mais fraco e entrou em contradição com a ala mais poderosa da burguesia imperialista norte-americana. Essa contradição levou a uma campanha golpista desde o dia de sua eleição.

Rascunho automático 67

A situação de Trump expressa a crise do regime político nos EUA, o principal regime do principal e mais poderoso imperialismo do mundo. Os donos do regime perderam o controle das eleições. Isso leva a um governo com uma política confusa e contraditória. Um exemplo recente particularmente relevante foi o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel. A política da ala principal do imperialismo era não estimular a revolta árabe que se viu depois dessa decisão. Trump, por outro lado, precisava tomar essa medida para fortalecer-se diante de sua base evangélica e ganhar força para resistir a tentativa de golpe contra seu governo. Um caso em que a crise interna dos EUA tornou-se uma crise externa.

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