Ocupação militar de Natal foi um golpe de Estado em miniatura

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Pouco antes do feriado do Natal, o governo do Rio Grande do Norte, diante de uma muito conveniente greve de policiais, pediu ao governo federal o envio de tropas da Força Nacional e das Forças Armadas para “reforçar a segurança” no estado. Dias depois, um pouco antes do feriado da virada de ano, o governador do estado passou o controle da segurança pública para as Forças Armadas.

A secretaria de Segurança do Rio Grande Norte está nas mãos dos militares. É um golpe. Mais especificamente um golpe em miniatura, um ensaio de como seria feito um golpe militar caso houvesse uma intervenção em todo o País.

Até agora, a presença das Forças Armadas nas ruas de grandes cidades do País se limitava às tropas. Efetivos dos militares ocupam as ruas sob a justificativa de ajudar no trabalho de segurança pública. Logicamente que esses exercícios já são em si mesmos preparação para o golpe. A população dessas cidades, principalmente do Rio de Janeiro, já tem como hábito passar pelas ruas e encontrar um blindado ou caminhão do Exército ou um grupo de soldados fortemente armados.

Esse “hábito” só pode ter como objetivo fazer com que pareça natural uma eventual intervenção militar no País.

O caso do Rio Grande do Norte significa um aprofundamento desse problema. Ao passar o controle da secretaria de Segurança para os militares, o governador coloca uma parte fundamental do próprio governo nas mãos das Forças Armadas. Não seria muito diferente, caso houvesse um golpe militar. Normalmente, os golpes militares contam com a ajuda de parte dos burgueses no governo, que servem para legitimar e dar certa cobertura institucional para o fato.

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O Rio Grande do Norte é o laboratório perfeito. Uma capital importante do Nordeste, mas de médio porte.

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