Trabalhadora sem-terra é assassinada no Extremo Sul da Bahia

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Trabalhadora sem-terra é assassinada no Extremo Sul da Bahia

No ultimo dia 22, na estrada que corta o acampamento Gildásio Sales Ribeiro foi encontrado o corpo da trabalhadora sem-terra Damiana Farias. As informações são que foi brutalmente assassinada a pauladas.

O acampamento Gildasio Sales Ribeiro está localizado as margens da rodovia BR-367, no município de Santa Cruz de Cabrália. Após o ocorrido, as famílias do acampamento fecharam a rodovia por mais de quatro horas em sinal de protesto e pedindo providencias para o caso.

O caso de Damiana tende a ser tratado pela polícia como mais um caso comum de assassinato, mas as famílias sem-terra devem ver o caso como um agravamento resultante do golpe de Estado iniciado em 2016 com o impeachment de Dilma Roussef.

Isso porque após o golpe a situação para os trabalhadores só piorou, especialmente a violência, contra os trabalhadores sem-terra e as mulheres. No caso dos sem-terra e das comunidades tradicionais, o ano de 2017 com certeza será o mais sangrento desde fim do regime militar. Os casos de assassinatos, ameaças de morte e violência batem recordes, pois as arbitrariedades do judiciário e as retiradas de direitos realizadas pelo executivo e legislativo, fazem com o que os latifundiários atuem com extrema violência para impedir a luta pela terra.

Para impor a política de terra arrasada para a população, a burguesia e o latifúndio vão ter que tomar diversas medidas repressivas para os setores oprimidos da sociedade. No caso das mulheres, em especial as mulheres negras, setor mais oprimido pela burguesia e pelo latifúndio, essa política vai ser muito maior. Tanto que este ano aumentaram os casos de violência contra a mulher, como estupros, assassinatos e a retirada de direitos conquistados.

Nesse caso, a violência extrema contra uma mulher, negra e sem-terra só revela que a política golpista está impondo um estado de exceção e abrindo as portas para que os elementos mais reacionários atuem de maneira aberta.

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É preciso que as organização e a luta das mulheres sejam direcionadas contra os golpistas, pois precisam ser derrotados para que essa situação seja revertida e que a condição de vida das mulheres  melhore e os casos de violência diminuam.

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