Rússia ampliará bases militares na Síria

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O governo russo vai aumentar e modernizar suas bases militares na Síria. Segundo declarou Sergey Shoigu, ministro russo da Defesa, ontem, os últimos detalhes foram acertados com o presidente da Rússia Vladimir Putin na semana passada.

O plano de expansão foi autorizado pelos parlamentares russos, depois de um acordo entre Putin e o presidente sírio Bachar Al Assad fechado em janeiro. Pelo acordo, a Rússia controlará essas bases por mais 49 anos, renováveis por mais 25.

A Rússia tem poucas bases militares instaladas em outros países. Entre elas estão as bases na Síria, uma base naval na cidade portuária de Tartus, operando desde a década de 70, e a base aérea de Khmeimim, que opera desde 2015, quando a Rússia passou a apoiar militarmente de forma mais direta o governo sírio na guerra civil contra o Estado Islâmico e grupos apoiados pelo imperialismo.

Ainda durante esse mês, Putin ordenou a retirada das tropas russas da Síria, considerando que a guerra contra grupos terroristas estava vencida, com uma porção importante do território nacional retomada pelo governo de Al Assad. A participação russa no conflito foi decisiva para impedir o imperialismo de derrubar o governo sírio e deixar o país sem governo central, com aconteceu na Líbia. Assad foi apoiado também pelo Irã e pelo Hezbollah, grupo xiita do Líbano apoiado pelo Irã.

Com as mudanças planejadas para as bases de Tartus e Khmeimim os russos vão passar a ter maior capacidade de ação na região. Até o momento, a base de Tartus é pequena e usada principalmente para abastecer navios russos. Com os planos de expansão, Tartus poderia abrigar até mesmo grandes navios movidos a energia nuclear.

Rascunho automático 67

Essa mudança marca uma aproximação entre os governos da Rússia e da Síria maior do que a anterior à tentativa do imperialismo de derrubar o governo sírio. Esse e mais um sinal da fragilidade do controle do imperialismo ao redor do mundo e no Oriente Médio depois do fiasco militar no Iraque.

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