RN: governador chama Exército e estabelece estado de sítio

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RN: governador chama Exército e estabelece estado de sítio

Na ultima quarta-feira, dia 20, o governador golpista do Rio Grande do Norte, Robinson Faria (PSD), pediu ao governo federal que enviasse tropas das Forças Armadas para intervirem nas ruas do estado. O pretexto para colocar os militares é mais uma vez a greve dos policias militares e agentes de segurança.

A maior parte do efetivo da Polícia Militar está parado desde a última terça-feira, dia 19, em protesto contra o atraso dos salários que já vem ocorrendo há meses. Na quarta, dia 20, foi a vez da Polícia Civil e dos agentes penitenciários aderirem à greve. Além destes, servidores da saúde também estão parados.

Essa é a terceira vez que o governador pede a intervenção militar no Estado. A primeira aconteceu em agosto de 2016, quando as Forças Armadas foram chamadas para ajudar na patrulha das ruas, tendo como pretexto uma série de ataques a ônibus e prédios públicos. A segunda vez aconteceu este ano, em janeiro, quando as Forças Armadas estiveram nas ruas de Natal e Grande Natal após a rebelião no presídio de Alcaçuz.

O pedido do governador Robinson Faria foi endereçado ao Ministro de Estado Chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, o general Sérgio Westphalen Etchegoyen, um dos principais articuladores do golpe militar preparado pela direita. O pedido, como era de se esperar, foi atendido prontamente.

Com o golpe, a presença das Forças Armadas nas ruas, ocupando a função que deveria ser da polícia, vem aumentando. O Rio de Janeiro, na prática está sob intervenção militar permanente. Várias mortes e casos de repressão já foram debitados nas costas dos militares nas comunidades do Rio. Apenas nesse ano, além de Natal e Rio de Janeiro, tropas foram enviadas também ao Espírito Santo e outros estados, sempre sob o pretexto de ajudar na “segurança”.

Além disso, 2017 foi o ano em que o golpista Michel Temer usou as Forças Armadas para reprimir diretamente uma manifestação política, o ato contra a reforma da Previdência em Brasília, no dia 24 de maio. O que mostra o verdadeiro caráter da intervenção militar.

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Desde o início ficou claro que esses exercícios militares nas ruas das grandes cidades brasileiras eram preparação para o golpe militar. O caso atual do Rio Grande do Norte não é diferente. O Estado está novamente sob estado de sítio e é um modelo do que os militares golpistas querem fazer em todo o País caso deem o golpe militar.

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