A Frente Brasil Popular, a luta contra o golpe e o Congresso do Povo

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A Frente Brasil Popular realizou, no último fim de semana, sua II Conferência Nacional nos dias 9 e 10, reunindo mais de 350 ativistas e dirigentes, da maioria das mais importantes organizações de luta do povo explorado, da classe trabalhadora, da A Frente Brasil Popular, a luta contra o golpe e o Congresso do Povojuventude, das mulheres, dos negros, dos partidos de esquerda que lutaram contra o golpe.

Em uma etapa de enorme confusão política no interior de todas as classes sociais, diante do agravamento da crise política do regime golpista, que atinge também – e profundamente – a esquerda, o encontro sentiu o embalo da tendência à polarização política que se desenvolve e que em seu polo dominante, o da esquerda, se expressa no crescimento do apoio pré-eleitoral à candidatura do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva e na profunda rejeição – 95% – ao governo golpista de Michel Temer e a todos principais políticos e partidos golpistas.

De certa forma, isso se refletiu no fato de que o encontro teve como resoluções mais destacadas as que impulsionam concretamente uma luta contra o golpe, mesmo havendo entre os setores que atuam mais diretamente na direção nacional da Frente – PCdoB, MST, Consulta Popular – a presença de uma certa tendência conservadora, que se colocaria favorável à política reacionária de setores de fora da Frente de “virar a página do golpe”, ou seja, deixar de lado a questão central de que o País se encontra sob um golpe de Estado e sob a ameaça crescente de um golpe militar, para “mergulhar” de cabeça na campanha eleitoral 2018 e na busca de limitados resultados supostamente possíveis em eleições que, se ocorrerem, tendem a ser profundamente controladas e manipuladas, ou até mesmo fraudadas – sem a presença de Lula  – por alguns dos setores decisivos no golpe de Estado, como a Justiça eleitoral, a imprensa golpista, as forças de repressão etc.

Assim foi aprovada a realização do Congresso do Povo, definido, acertadamente, pelo companheiro João Pedro Stédile, dirigente do MST, como um encontro que deve reunir dezenas de milhares de pessoas e ser realizado, por A Frente Brasil Popular, a luta contra o golpe e o Congresso do Povo 1exemplo, no Maracanã ou no Itaquerão, em sua fase nacional, após encontros preparatórios nos estados e municípios, com muitos mais.

A bancada da CUT, do MST, do PCO e de muitos outros setores apresentaram a necessidade de colocar como questão central a mobilização contra a prisão de Lula com o claro entendimento de que eleição sem Lula é fraude,  que foi aprovada – ainda que esta e outras resoluções não apareçam no documento final com a força e a importância que elas tinham entre a maioria dos ativistas presentes. A Frente Brasil Popular, a luta contra o golpe e o Congresso do Povo 2

Nas mais diversas formas, apareceu a proposta de criar mecanismos de mobilização para unificar setores dos explorados, das periferias que ainda não são alcançados pela Frente que ainda agrupa uma maioria de dirigentes das organizações que a integram. Para isso surgiram várias propostas acertadas como de criação de comitês de luta da FBP nos bairros, fábricas e escolas, envolvendo a população trabalhadora e a juventude, da cidade e do campo; que estão em total sintonia com a necessidade da criação dos comitês de luta contra o golpe que tende a se aprofundar diante da crise total da direita burguesa, seja na forma de golpe militar, seja na forma de cassação-prisão de Lula, parlamentarismo etc.

Ainda que com as devidas limitações da confusão política que domina a esquerda, a Conferência expressou A Frente Brasil Popular, a luta contra o golpe e o Congresso do Povo 3a evolução geral da situação – a evolução política à esquerda de importantes setores do ativismo.

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Esta evolução deve ser impulsionada. Tem papel importante nesta perspectiva a realização da I Plenária Nacional dos Comitês de Luta Contra o Golpe e pela Anulação do Impeachment, nos dias 16 e 17 de dezembro, em Belo Horizonte.

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