Villas Bôas, “o mesmo de 1964”, diz que obediência tem limites

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Villas Bôas, "o mesmo de 1964", diz que obediência tem limites

O ministro do  Exército, general Villas Bôas admite em suas declarações que o Exército, que deu o golpe militar de 1964, torturou, assassinou, desapareceu com milhares de pessoas, destruiu o País,  é o mesmo hoje.

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Mais ainda, esse Exército, segundo seu comandante, tem os mesmos valores, princípios e objetivos. Villas Bôas deixa claro que de um ponto de vista geral, até mesmo em seus objetivos, o Exército é o mesmo que deu o golpe contra o povo em 1964.

Ele afirma que em 1964, as Forças Armadas estavam sob risco de racharam, com sua coesão ameaçada. Única “circunstâncias” diferentes citadas pelo general. O golpe militar, além de ter sido um crime contra o povo brasileiro, também teve como objetivo expurgar as Forças Armadas de um setor nacionalista, progressista, mais à esquerda. Esse expurgo teria garantido a “coesão” que, segundo Villas Bôas, existe hoje, ou seja, as Forças Armadas estão dominadas pela direita mais reacionária, fascista e pró-imperialista.

A declaração de Villas Bôas deve ser encarada como uma ameaça contra o povo. Ao tentar negar que possa haver uma intervenção militar, o general só conseguiu dizer que o golpe é uma possibilidade iminente, na pior das hipóteses será dado de uma maneira diferente do que foi 64.

Essas declarações devem servir como um alerta a todos que lutam contra o golpe.

É preciso sair às ruas contra o golpe militar, em defesa dos direitos democráticos, contra a prisão de Lula e pela anulação do impeachment.

Se entendermos que a situação atual é parecida com 1964, e o próprio comandante do Exército afirma que as Forças Armadas brasileiras pensam da mesma forma de 1964, ou seja, continuam golpistas, não podemos ter dúvidas de que a iminência de um golpe militar dentro do golpe de estado está colocado concretamente no cenário político brasileiro.

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