Plenária Nacional dos Comitês de Luta Contra o Golpe será em Belo Horizonte

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Plenária Nacional dos Comitês de Luta Contra o Golpe será em Belo Horizonte

Reunião de representantes de Comitês, de diversas regiões do País, confirmaram, na quarta, dia 6, a realização da I Plenária Nacional dos Comitês de Luta contra o golpe e pela anulação do impeachment, para os dias 16 e 17 próximos, na capital mineira.

Nos próximos dias serão realizadas inscrições das dezenas de comitês e de ativistas da luta contra o golpe, dentre as milhares de pessoas que participam da campanha, sindicalistas, dirigentes e militantes de partidos de esquerda, como PT e PCO. 

O movimento organizado em torno dos comitês de luta contra o golpe e pela anulação do impeachment e demais setores que se agruparam em torno de suas principais atividades, expressam – na atual etapa – a única alternativa de luta contra o golpe de Estado que derrubou a presidenta Dilma Rousseff. Uma alternativa independente da burguesia golpista, seus partidos patronais e que se opõe à política reacionária da esquerda que quer “virar a página do golpe”.

Na medida em que o golpe avança em seus ataques contra os explorados e, em meio à falência do governo golpista de Temer, da enorme crise do regime golpista, diante do fracasso dos partidos e políticos tradicionais da burguesia em se apresentarem como alternativa diante da situação, inclusive, com a ameaça dos generais de passarem a uma nova etapa com o golpe militar, esse movimento tem enorme importância e a Plenária tem o propósito de fazer um balanço da situação e armar o movimento para a próxima etapa, tendo como tarefa central ampliar os comitês, a campanha contra o golpe e pela anulação do impeachment

A luta contra o golpe não pode estar dissociada da luta em defesa do conjunto dos direitos democráticos dos explorados, contra a perseguição política que o judiciário e todo o regime golpista impõe contra o PT e toda a esquerda. Assim, uma questão fundamental é defender a mobilização contra a prisão do ex-presidente Lula, pelos seus plenos direitos políticos – incluindo o de concorrer como candidato presidencial em eleições livres e democráticas; pela imediata libertação de José Dirceu, Vaccari e todos os presos políticos do regime golpista e o fim da criminosa operação Lava Jato.

Uma parcela da esquerda deixou de lado a luta contra o golpe, afirmando que o caminho era lutar contra as “reformas”  do governo golpista e que isso garantiria a “unidade” de todos os trabalhadores, incluindo as organizações mais reacionários que apoiaram e fizeram campanha pela derrubada da presidenta Dilma, como a mafiosa Força Sindical. E a experiência dos últimos meses mostra que esse é um caminho de derrotas. Os golpistas aprovaram quase todas as suas medidas de entrega da economia nacional (desmonte de setores industriais fundamentais, privatizações etc.), impuseram um violento retrocesso econômico e social com os cortes nos gastos sociais (congelamento dos gastos públicos por 20 anos; cortes no bolsa família, semi-liquidação do Minha Casa,  Minha Vida etc.), aprovaram um retrocesso de décadas na legislação trabalhista (com a lei da terceirização e a famigerada reforma trabalhista etc.).

A  Plenária já conta com o apoio do maior Sindicato de trabalhadores do País, APEOESP (professores estaduais SP), aprovado na última reunião do seu Conselho Estadual de Representantes. Nos próximos dias, o evento será debatido também com a CUT, outros sindicatos e entidades do movimento popular e estudantil, além de parlamentares e dirigentes de esquerda que apoiam a Ação Popular pela Anulação do Impeachment e outras iniciativas de luta contra o golpe. 

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Para se inscrever acesse a página dos Comitês de luta Contra o Golpe. Veja as instruções, preencha a ficha e participe.

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