Imperialismo tira Rússia das Olimpíadas de Inverno

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Imperialismo tira Rússia das Olimpíadas de Inverno

Na tentativa de reafirmar seu domínio mundial, o imperialismo, através do Comitê Olímpico Internacional, decidiu banir a Rússia dos próximos Jogos de Inverno em 2018. A condenação, inédita e desproporcional, teria se dado pelo suposto escândalo de doping que atingiu os atletas russos nos últimos anos, argumentando que o país fez uso desses recursos sistematicamente e ainda protegeu os atletas que haviam cometido irregularidades.

Rascunho automático 67

Com o veto, a bandeira russa não será erguida no evento, nenhum dirigente político ou esportivo russo poderá comparecer aos Jogos na Coreia do Sul, e, se algum atleta russo quiser competir mesmo assim, o fará sob a bandeira e o hino do COI. “Uma humilhação”, como descreveu o presidente russo Vladimir Putin.

Nos últimos anos, a Rússia vem tentando se projetar no cenário esportivo internacional, já havendo sediado a Olimpíada mais cara da história em Sochi, em 2014, e às vésperas de receber a Copa do Mundo de Futebol em 2018. Fica claro que o imperialismo não gostou nada disso, e procura reafirmar sua dominação também no campo esportivo, inclusive indo atrás dos mais diversos executivos ligados à Fifa e ao controle do futebol pelo mundo com, como sempre, acusações de corrupção, verídicas ou não. A ambição dos EUA é de poder ter os esportes mais populares do mundo sob o seu controle.

O curioso dessa história é que o delator do suposto esquema de doping, Grigory Rodchenkov, que era chefe do laboratório russo que supostamente fornecia os remédios ilegais aos atletas, está escondido nos Estados Unidos, sob a proteção do programa de testemunhas norte-americano.

As autoridades russas negam quaisquer irregularidades e ainda cogitam boicotar, ou simplesmente abandonar, o movimento olímpico.

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