Honduras: milhares desafiam toque de recolher e polícia se recusa a reprimir a população

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No dia 26 de novembro foram realizadas as eleições presidenciais em Honduras. Oito anos depois do golpe militar que derrubou Manuel Zelaya em 2009, a direita continua no poder, manipulando as eleições para continuar governando. Em 2014 Juan Orlando Hernández, candidato dos golpistas, ganhou pela primeira vez. Agora o presidente teria sido reeleito, no entanto, dessa vez a fraude é muito evidente, e milhares de pessoas estão protestando contra o resultado.

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A oposição, incluindo Manuel Zelaya, afirma que quem realmente venceu as eleições foi Salvador Nasrala, candidato da Aliança da Oposição contra a Ditadura. Nasrala, apresentador de TV e candidato do Partido Anticorrupção, pediu esta semana que os votos sejam totalmente recontados ou que haja novas eleições. Observadores internacionais da OEA e da União Europeia reconhecem que as eleições não têm um resultado seguro, com relatos de inúmeras irregularidades e possibilidades de fraude.

Segundo o Tribunal Supremo Eleitoral, o candidato do golpe teria derrotado Nasrala por 42,98% dos votos contra 41,39%. Uma diferença pequena que reforça a desconfiança da população contra o resultado oficial das eleições.

Para tentar conter a oposição à fraude eleitoral, o governo decretou estado de sítio e colocou a polícia e o exército para reprimirem os trabalhadores hondurenhos. Na terça-feira (5), a Polícia Nacional emitiu uma nota afirmando que não reprimiria a população, e pediu ao TSE uma solução pacífica para restabelecer a paz em Honduras. Milhares de hondurenhos têm desafiado o toque de recolher imposto pelo governo direitista.

Com os policiais se recusando a reprimir a população, a crise da direita golpista fica mais evidente e se aprofunda. Há oito anos no poder, os golpistas ampliaram a repressão contra partidos de esquerda e movimentos sociais desde que assumiram o poder, e passaram a adotar uma política de miséria para os trabalhadores, com cortes em gastos públicos e programas sociais. Como em todos os países atrasados, o imperialismo age para fazer com que os trabalhadores paguem pela crise do capitalismo.

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