Frente da direita golpista desmorona na Venezuela

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Frente da direita golpista desmorona na Venezuela

A MUD acabou. Desde 2011, a chamada Mesa de Unidade Democrática juntava os principais partidos da direita venezuelana em torno de uma candidatura única nas para eleições presidenciais. Uma tentativa de vencer o chavismo, movimento com amplo apoio popular e forte desempenho eleitoral, que governa o país desde o final da década de 90, quando Hugo Chávez venceu as eleições presidenciais.

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Atualmente, a direita venezuelana, coordenada e apoiada pelo imperialismo, tenta derrubar o governo de Nicolás Maduro. No entanto, com apoio dos trabalhadores, Maduro resistiu a uma ampla ofensiva golpista nos últimos anos, que incluiu campanhas de desabastecimento, sabotagem econômica, protestos violentos e até planos de bombardear prédios públicos, além de um ataque a tiros contra o prédio público a partir de um helicóptero militar roubado.

As sucessivas derrotas da direita golpista culminaram em uma derrota do boicote da direita às eleições para a Assembleia Constituinte realizadas em julho. Desde então, o movimento golpista começou a retroceder.

Uma expressão desse refluxo do movimento golpista de direita é o desmoronamento da MUD. Em uma entrevista para a Rede Brasil Atual, um integrante do partido de direita Ação Democrática declarou que a MUD vai mudar de nome e de regulamento interno. As mudanças estão sendo provocadas por rachas internos na oposição. A derrota nas eleições para governadores em outubro piorou a situação e acentuou a crise da direita.

Diferentemente do que aconteceu no Brasil e em Honduras, a direita e o imperialismo não conseguiram derrubar o governo. Essa situação compromete o controle do imperialismo sobre o continente em um momento de crise. O caso venezuelano mostra que a direita golpista pode ser derrotada. A crise em Honduras também aponta a dificuldade da direita de controlar o país. Depois de fraudar as eleições no final do mês passado, oito anos depois do golpe militar de 2009, a direita provocou uma onda de resistência popular contra a fraude eleitoral. O programa da direita e do imperialismo para os países atrasados é uma catástrofe para os trabalhadores, e por isso só pode ser imposto à força com muita violência.

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