Doria recebe sinal verde para a privatização do Anhembi

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O prefeito de São Paulo, João Doria, recebeu nesta terça-feira a autorização da Câmara Municipal para privatização do complexo Anhembi, na zona norte da Capital. O sinal verde foi dado após a aprovação em segunda votação do Substitutivo do governo ao Projeto de Lei (PL) 582/2017.

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Esse projeto faz parte do PMD (Plano Municipal de Desestatização) e estabelece que, para vender o complexo, com cerca de 400 mil metros quadrados, a prefeitura deve elaborar um novo projeto definindo índices e parâmetros de ocupação do solo. O Anhembi fica em uma Zona de Ocupação Especial (ZOE) e por isso, a venda do endereço está atrelada tanto aos novos parâmetros de uso do espaço quanto a um Plano de Intervenção Urbana (PIU).

O líder tucano na Câmara, vereador Aurélio Nomura (PSDB), mesmo sem poder vender a área de imediato, Doria já pode iniciar os processos burocráticos e os estudos necessários para que a negociação possa ser feita “pelo melhor preço” possível.

O Anhembi é a terceira estatal que entrou na linha do PMD, uma das bandeiras da gestão Doria, que já deu aval para a privatização do Estádio do Pacaembu, concessões para terminais de ônibus, a administração do Bilhete Único, a gestão de parques, 12 mercados municipais, todos os 16 sacolões e o serviço de guinchos e pátios de remoção. O projeto ainda pretende vender o Autódromo de Interlagos (já aprovada em primeira discussão) e a alienação de imóveis públicos.

O Anhembi comporta o sambódromo paulistano e apesar de não garantir a privatização de toda área de uma só vez, escancara mais uma vez o alinhamento do prefeito a interesses do capital internacional e do imperialismo.

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