Banco do Brasil sob novas ameaças de reestruturação

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Banco do Brasil sob novas ameaças de reestruturação

A direção golpista do Banco do Brasil pretende colocar em prática, já no começo de 2018, novas regras relativo à reestruturação que está acontecendo no banco que visa atacar os direitos dos trabalhadores e entregar mais este patrimônio do povo brasileiro nas mãos dos banqueiros nacionais e internacionais.

Rascunho automático 67

 Logo após o impeachment, fraudulento e comprado, da presidenta Dilma Rousseff, a direita golpista que hoje ocupa a direção do Banco do Brasil realizou uma série de medidas com o claro objetivo de atacar os seus funcionários e a própria instituição para transformá-lo em um banco privado. Para fantasiar as claras intenções de privatização implantaram um programa de “reestruturação” onde mais de 10 mil trabalhadores foram colocados no olho da rua, fechamento de cerca de 800 agências e posto de serviços ocasionando descomissionamentos, arrocho salarial, transferências compulsórias, aumento do número de adoecimento, tanto psicológico quanto físico. 

É um ataque nunca visto desde a famigerada era FHC (PSDB) que realizou um verdadeiro terror para o funcionalismo do banco quando o quadro funcional passou de 120 mil para 90 mil em menos de um ano e congelou os salários por oito anos tendo como consequência a queda brutal do poder de compra do bancário.

A “nova” reestruturação que está por vir visa a redução de cargos comissionados em 25% em todas as dependências; fim da GDP (Gestão de Desempenho por Competência), ou seja, para demitir ou descomissionar qualquer funcionários basta a ordem de um diretor; fechamento de cerca de 450 postos de atendimento; terceirização em 80% do quadro; avaliação e metas pelo sistema de qualificação para todos os comissionados; novo PDV (Plano de Demissão “Voluntária”) e PEAI (Plano Extraordinário de Aposentadoria “Incentivada”); funcionários já aposentados pelo INSS serão descomissionados ou terão a opção de ir para rede de agências ou escritórios digitais; funcionários com ação contra a empresa não poderão exercer cargo comissionado; novas regras trabalhistas já para janeiro 2018; criação da central nacional de vendas – todos os funcionários com metas de vendas e terão acompanhamento nacional via plataforma; criação de metas remuneradas para funções comissionadas, se não cumprir as metas só irá receber o salário base.

Será implantada uma nova reestruturações nas agências em todo o País para transformá-las em praças digitais. Terá a limitação de uma agência para cada 150 mil habitantes, as praças acima desta quantidade manterá as agências que detém a maior base de atendimento, transforma-se as demais em Postos de Atendimento (PAA) sem numerário que poderá ter realocação de prédios para redução de estrutura e custos.

Fica limitado a dois postos de atendimento para cada agência de atendimento, onde essa proporção for maior serão extintas as agências com menor número de atendimentos. As praças com menos de 150 mil habitantes haverá a limitação de uma agência mais um postos de atendimento. 

O governo golpista de Michel Temer vem procurando estruturar uma ofensiva em torno de sua política que visa beneficiar os interesses dos grandes capitalistas e banqueiros nacionais e internacionais. Para isso uma das suas medidas é a entrega do patrimônio do povo brasileiro nas mãos desses parasitas. O que vem acontecendo no Banco do Brasil é a mesma política em relação aos bancos públicos, a Petrobras, Eletrobrás, a entrega das riquezas minerais da Amazônia, pré-sal, etc.

Somente um programa que parta das necessidades mais sentidas das massas, como a defesa da sua sobrevivência, pode articular a resistência à ofensiva do governo. Sobe a base deste programa é necessário um plano de lutas que tenha como principal bandeira a luta para derrubar o golpe que tem como fundamento um vigoroso ataque às condições de vida das massas para beneficiar um punhado de parasitas capitalistas em crise.

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