29 militares são condenados por jogar pessoa de aviões durante ditadura argentina

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29 militares são condenados por jogar pessoa de aviões durante ditadura argentina

Nesta quarta-feira, 29 de novembro, 29 militares argentinos foram condenados à prisão perpétua por terem sido responsáveis pelos chamados “voos da morte”. Os “voos da morte” tornaram-se uma prática comum na Argentina durante o período da ditadura militar, e consistia no extermínio de presos políticos que eram lançados ao mar, muitas vezes ainda vivos.

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Além dos 29 militares condenados à prisão perpétua pelos voos da morte, outros 19 ex-militares foram condenados à penas que variam de 8 a 25 anos de prisão. Durante a Ditadura militar argentina, que durou de 1966 até 1973, milhares de pessoas desaparecem, foram mortas ou torturadas em centros de detenção clandestinos, dos quais o mais famoso ficava na Escola de Mecânica da Armada (Esma), onde ocorreram terríveis crimes contra a humanidade, incluindo partos clandestinos e assassinatos.

Somadas todas as sentenças proferidas até hoje o número de militares argentinos presos chega a 449, enquanto outros 553 estão em prisão domiciliar. Os crimes pelos quais os militares foram condenados são diversos incluído tortura, assassinato, sequestro (incluindo de crianças recém nascidas), partos forçados e clandestinos, além dos já mencionados voos da morte.

A condenação dos militares na Argentina após o fim da ditadura trouxe às claras todas as barbáries que os militares são capazes de realizar, mesmo que muitos dos crimes ainda não tenham sido solucionados. Diferentemente do que ocorreu no Brasil, onde os militares responsáveis por torturas e assassinatos foram anistiados, na Argentina a mobilização popular não permitiu que os militares ficassem impunes, cobrando que eles fossem responsabilizados por seus crimes.

Essa notícia deixa bem claro que os militares no poder só sabem fazer uma coisa: esmagar a população com a maior violência possível. Ao contrário do que alguns ingênuos acreditam a tomada do poder pelos militares não traz mais segurança e nem promove combate à criminalidade, visto que os próprios militares tornam-se os criminosos mais sangrentos e monstruosos. Por isso, é necessário que todos os setores democráticos se mobilizem contra as declarações dos militares sobre uma possível intervenção militar, denunciando o golpismo das Forças Armadas.

O caso argentino, assim como todos os outros da America Latina, devem servir como exemplos para que não deixemos essas monstruosidades voltarem a acontecer. Abaixo o Golpe militar!

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