Rejeitar a propaganda da direita golpista nas escolas

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Rejeitar a propaganda da direita golpista nas escolas

Com o trabalho de final do ano de 2017 o professor de matemática dos 2º e 3º ano solicitou aos alunos do Centro de Ensino Médio 414 de Samambaia (DF), como faz todos os anos, que têm dificuldade na disciplina (90% dos aluno não conseguem nota) com resultados abaixo da média, uma pesquisa estatística que os salvariam de uma possível reprovação ou dependência.

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Em uma situação de extremo ataque aos trabalhadores e jovens do país, vale perguntar sobre o tema dessa pesquisa.
Será uma pesquisa sobre a porcentagem retirada do salário mínimo pelo governo golpista de Temer? Será uma pesquisa de opinião sobre como o transporte público é caro e ruim? Sobre o quanto o DFtrans ganha, sob a guarda do Governo Rollemberg, com os atrasos do repasse do passe estudantil? Será ainda sobre como os terceirizados da escola conseguem sobreviver com três meses, em média, de atrasos em seus salários?

Não! Trata-se de uma pesquisa feita através de um tipo de coação aos estudantes, para “provar” como os alunos gostam dos ataques do governo Temer e de um suposto candidato a presidência da República da direita fascista, o deputado Jair Bolsonaro.

É importante deixar claro que o professor em questão é bastante conhecido pela comunidade escolar como um fura greve tão ativo que para garantir suas aulas durante o processo legítimo de luta dos professores desse ano, aumentou os pontos dos alunos que comparecessem em suas aulas e ainda fazia apologia à traição de sua categoria em plena greve com discursos pró Bolsonaro, e pró golpe de Estado. Com tal caracterização tem-se já uma ideia de como e para que foi organizada a tal pesquisa que salvaria os alunos da reprovação.

Como a maioria das pesquisas da direita, a pesquisa do professor pró Bolsonaro foi orientada a utilizar temas genéricos para confundir os entrevistados e facilitar a manipulação dos dados ao apresentar os resultados, ficando mais fácil, dessa forma, passar a mensagem que o orientador desejava, por exemplo: que o governo golpista de Michel Temer e as posições da direita são adoradas pela comunidade acadêmica da escola e que estão salvando a população do mal encarnado pelo PT, pelos homossexuais, e pelos jovens negros de periferia que deveriam ser presos o quanto antes.

Segundo os dados, a maioria dos estudantes considera o PT culpado pelas denúncias sem provas, votariam no Bolsonaro, mesmo sem conhecer suas posições, são favoráveis ao fim da liberdade de expressão na arte, são racistas e homofóbicos e que crianças também devem ser presas. Ou seja, a maioria dos estudantes seria uma miniatura do professor coxinha e reacionário de matemática. Nada mais falso.

Assim como a imprensa golpista, o professor do CEM 414 orientou, e os alunos acuados acabaram realizando, uma falsificação da realidade. É preciso deixar bem claro que pesquisa de opinião, mesmo aquelas feitas de maneira mais honesta possível (que definitivamente não é o caso do professor de matemática), não são um termômetro real para a luta política. A própria pesquisa revela uma contradição quando os estudantes rejeitam a “reforma” da Previdência que está sendo implementada pela mesma direita golpista, que supostamente os alunos são favoráveis, que é favor da prisão do ex-presidente Lula, que votariam no Bolsonaro, contra a liberdade de expressão etc.

Finalmente, é preciso ter claro que o objetivo da pesquisa, no entanto, é difundir a ideia grotesca de que a opinião do professor direitista expressa a opinião de toda a escola, como fazem os grandes jornais do País quando querem ratificar um interesse político próprio.

A iniciativa desse professor expressa uma direita que não tem base real e que precisa usar de uma falsa autoridade por ser professor para tentar se impor, já que não tem apoio. Na realidade se os estudantes fossem perguntados diretamente o que pensam sobre o golpista Michel Temer e o golpe, sem malabarismos e manipulações, a pesquisa apontaria para uma enorme rejeição do governo Temer e de todos os golpistas.

A juventude da periferia precisa levantar a cabeça e rejeitar, pelos meios que forem necessários, os cãezinhos da direita que procuram inibir e constranger as opiniões anti golpistas. Essa é a política da escola sem partido.
É preciso organizar os Comitês de Luta contra o Golpe e se opor ao Golpe e suas medidas como a privatização da educação básica por meio das terceirizações e sucateamento das universidades como ocorre hoje na UNB, UERJ, USP etc, o fim da aposentadoria que levará milhões de jovens ao desemprego e sem perspectiva de futuro, o fim dos direitos trabalhistas como o 13° e férias.

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