Coxinhas defendem a corrupção, a perseguição política e a intervenção militar

Compartilhar:
Coxinhas defendem a corrupção, a perseguição política e a intervenção militar

Durante a atividade do mutirão que coleta assinaturas para a Ação Popular pela anulação do impeachment, que ocorre nos domingos na feira de artesanato da Pajuçara (Maceió, AL), durante a Rua Fechada, foi avistado por ativistas um grupo de direitistas com camisas de apoio à operação Lava Jato e com estampas escritas “somos todos Moro” junto a uma bandeira do Brasil. Na parte detrás estava escrito “Pelo fim do Foro Privilegiado”.

Rascunho automático 67

O evento acontece justamente após terem surgidos denuncias que afetam diretamente Moro e sua mulher, Rosângela Wolff Moro. 27 de Agosto passado, foi revelado que o ex-advogado da Odebrecht, Rodrigo Tacla Duran, acusou Carlos Zucolotto Júnior, sócio da esposa de Moro.

“Segundo Duran, haveria diminuição da multa e da pena que Duran deveria pagar, em um acordo de delação premiada, em troca de um pagamento que seria feito pelo caixa 2 para acertos com membros da Lava Jato.

Segundo Duran, a proposta de Zucolotto era alterar o regime de prisão em regime fechado para domiciliar e redução da multa para um terço do valor, ou seja US$ 5 milhões. A proposta teria sido feita no dia 27 de maio de 2016.” (Nassif, L. no GNN)

Foi comprovado pela Receita Federal que o escritório Tacla Duran efetuou pagamentos ao escritório e aos advogados do escritório pertencentes à dupla Moro-Zucolotto, que os procuradores procuraram esconder durante dois anos. Esse fato demonstra o quão profunda é a farsa da “luta contra a corrupção”. O principal herói da cruzada moral, o juiz que age como ditador, Sérgio Moro é acusado de aliviar a pena dos acusados em troca de dinheiro (intermediado por sua mulher).

Os coxinhas ainda procuraram defender o fim do foro privilegiado, demonstrando seu apoio contra o congresso, que está ameaçado de ser fechado por não estar dando conta de levar adiante os projetos da ala mais dura dos golpistas, como a reforma da Previdência, por exemplo, que foi adiada diversas vezes. Isso num momento em que o golpe militar bate às portas, com mobilizações sucessivas estratégicas.

Os acontecimentos demonstram, de fato, quem está sendo atingido pela campanha “contra a corrupção”: a esquerda (como Lula, Gleisi e Dilma) e setores da burguesia nacional (como o PMDB carioca, Garotinho, Aécio Neves e assim por diante). Isso porque o imperialismo pretende tomar conta completamente do país, que é estratégico tanto nas questões das riquezas, quanto da influência política internacional.

Já foram as intervenções da extrema-direita contra o congresso. 11 juízes do Supremo Tribunal Federal (STF), que não foram eleito por ninguém, se deram o direito de suspender mandatos de deputados eleitos pelo povo. As medidas contra Aécio, Picianni e Cunha são o pretexto que usam para legitimar a perseguição gigantesca sofrida pelos políticos de esquerda, que tem uma grande influência na população, como Gleisi Hoffmann e Lula. Ano passado, grupos de direita que hoje apoiam a intervenção militar invadiram o congresso, pedindo seu fechamento. Os próprios setores do alto escalão das Forças Armadas já se declararam contra o congresso, assim como o foram durante a ditadura militar passada, quando fecharam-no e suspenderam os mandatos dos parlamentares contra a ditadura.

Os coxinhas, defendendo Moro e o fim do foro privilegiado, declaram ao mesmo tempo que a campanha contra a corrupção, por eles defendida, não passa de uma farsa e que defendem a liquidação do congresso e a intervenção dos militares. São os mesmos que saíram às ruas artificialmente para pedir o impeachment da Dilma e defenderam o golpe de Estado.

artigo Anterior

Coxão e Coxinha

Próximo artigo

Prefeito de São Bernardo é estagiário de João Doria

Leia mais

Deixe uma resposta