Quem mais sofre com os efeitos da proibição do aborto

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Quem mais sofre com os efeitos da proibição do aborto

Foi traçado pelo DPRJ (Defensoria Pública do Rio de Janeiro) o perfil de mulheres que mais sofrem com a proibição da prática de aborto. Sem precisar de dados ou pesquisas, é evidente que a mulheres que mais sofrem com esse processo são as mulheres negras e pobres, que em sua maioria compõe as periferias do país. Denota-se que as 42 mulheres que enfrentam processo criminal pela prática de aborto, nenhuma antes de serem denunciadas possuíam antecedentes criminais.

Rascunho automático 67

É preciso frisar a situação da mulher negra no país, onde as estatísticas mostram que no parâmetro em que homens recebem mais que mulheres, as mulheres negras recebem ainda menos que as mulheres não negras. Logo, na questão do aborto não seria diferente, são as mais atacadas, e que sofrem com as consequências impostas pelos golpistas. Possuem menos alcance aos métodos contraceptivos, acompanhado da negação de direitos para uma classe que sofre a opressão duplamente, que se dá à população negra e por se mulher.

Em um momento em que a população feminina sofre seu maior ataque, sendo a aprovação da PEC 181, o número de mulheres que sofrem processo criminal se transformará em um número exorbitante diante do recrudescimento da política que rege sobre o aborto. O ataque contra as mulheres será um ato indiscriminado com a consolidação dos ataques emitidos pela direita golpista e que está ligada à bancada da bíblia que tem como ordem do dia pôr fim aos direitos das mulheres.

Um fato sobre as mulheres que são denunciadas, é o de que muitas vezes a denúncia vem dos próprios médicos que as atendem quando chegam debilitadas nos hospitais. Isso demonstra que as instituições públicas e médicos estão a serviço do Estado burguês quando se trata da opressão contra as mulheres e os setores mais oprimidos. Como citado acima, as vítimas não possuíam antecedentes, por conta disso puderam responder processo em liberdade. Isto não é algo a ser comemorado, cada vez mais mulheres estão morrendo com a prática clandestina, morrem sem o auxilio do Estado que reafirmam seus ataques diariamente, lhes negando o amparo devido.

Nesse sentido, é preciso que o movimento de luta das mulheres se organize na luta contra o golpe de Estado, ele que foi o grande  motor propulsor para a retirada de direitos das mulheres na atual conjuntura, em que os ataques vêm de todos lados e emitidos diretamente pela corja de golpistas usurpadores do poder

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