Candidatura de Lula está sendo conduzida à esquerda

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O caminho percorrido pelo ex-presidente em sua luta por voltar a ocupar o cargo máximo do executivo brasileiro a cada dia que passa é mais influenciado por compromissos com a esquerda.

Rascunho automático 67

Após a reunião ocorrida nesta última sexta-feira, 01 de dezembro, entre Lula e dirigentes do PT de São Paulo, Paulo Okamoto, presidente do instituto Lula, anunciou que Lula vai redigir uma nova Carta aos Brasileiros, mas, diferente de 2002, esta não será uma carta de compromissos dirigida ao mercado, mas sim ao povo, até porque, conforme disse o ex-presidente, “o mercado não vota, quem vota é o povo”.

Nesta carta, o petista firma posição no sentido de se que elegerá para “revogar medidas adotadas pelo governo golpista” e para a “implementação de um projeto verdadeiramente democrático e popular”, como afirmou Okamoto, demonstrando que, ao contrário do que a imprensa golpista gosta de alardear, o que está puxando a candidatura de Lula neste período é muito mais o povo golpeado pelos ataques ocorridos após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, do que uma reedição da coalização com a burguesia ocorrida em 2002, quando a “carta” era dirigida ao mercado.

O que se observa é que, independente da vontade e inclinações pessoais de Lula, a eleição de 2018 verá um PT muito mais parecido com 1989, que vinha na esteira das lutas populares, sindicais e de esquerda, do que com as campanhas posteriores, abertamente baseadas no acordo de classes.

E de fato não há outro caminho para o Partido dos Trabalhadores. A burguesia simplesmente não está mais interessada em qualquer governo de coalização com os petistas. Arriscou tudo em um golpe de Estado justamente para poder governar sozinha e afastar completamente o povo do poder, exatamente como está fazendo agora, e não para depois voltar atrás e aceitar um líder popular como dirigente do executivo nacional.

A eleição e a candidatura de Lula é que se mantém totalmente incertas. Mas o que é certo é que não há mais nenhum espaço para o “lulinha paz e amor” de anos passados. A luta de classes é uma realidade. E a realidade se impõe até mesmo para o mais aguerrido dos conciliadores.

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