Governo recua na destruição da aposentadoria

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Governo recua na destruição da aposentadoria

Na última quinta-feira, dia 30, o presidente golpista da Câmara dos Deputados, Rodrigo maia (DEM-RJ), admitiu que o governo está sem votos suficiente para aprovar a reforma da Previdência. Segundo afirmaram os jornais, Maia disse ainda que sequer é possível prever uma data para a votação da reforma, já que não colocará a matéria até que fique claro que o governo golpista já tem os 308 votos necessários para a aprovação.

Rascunho automático 67

Com isso, o governo golpista foi obrigado a recuar, o que nesse momento significa que a reforma da Previdência só voltará a ser debatida no Congresso Nacional no ano que vem, após o recesso dos parlamentares. De um ponto de vista geral, é possível dizer que o plano de Michel Temer e todos os golpistas para colocar em prática a destruição da Previdência antes das eleições está muito perto de ser frustrado.

O tempo é cada vez menor até que comecem as movimentações para as eleições do ano que vem, o que será um fator ainda maior de pressão sobre os deputados que, em busca de votos, não vão querer se comprometer com uma medida tão impopular.

O que há de fundo na dificuldade de se aprovar a reforma é justamente seu caráter antipopular. Temer não consegue coesão para aprovar a medida porque sua base responde a interesses regionais específicos que a todo o momento estão em contradição entre si. A proximidade das eleições só deve agravar esse problema.

O recuo, ao menos temporário, do governo golpista é fruto, portanto, da pressão popular. A extrema impopularidade do governo golpista e de suas medidas estão colocando não apenas o próprio governo, mas todo o regime político que se formou com o golpe, em uma profunda crise.

Esse é um dos motivos pelos quais a direita tem no golpe militar uma cartada possível e provável. A impopularidade do governo é tão grande que impossibilita que qualquer um dos plano dos donos do golpe sejam colocados em prática. É preciso um regime ainda mais antidemocrático que imponho à força essas medidas. Esse seria o papel de uma intervenção militar.

O quadro se agrava ainda mais com as reais chances de Lula de vencer as eleições. Caso a direita não consiga impedir que Lula seja candidato por bem, nada impede que sejam tomadas medidas que o impeça por mal.

Fica claro que a única saída é a luta contra o golpe. A impopularidade do governo golpista e do regime político em geral não é resultado de uma medida isolada, como por exemplo a reforma da Previdência, mas de um conjunto de ataques que só estão sendo colocados em prática após o golpe de Estado. Por isso, é preciso derrotar os golpistas, lutando para anular o golpe e todas as medidas contra o povo.

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