A história da Caricatura – Parte II

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PARIS, 1831

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Honoré Daumier foi caricaturista, chargista, pintor e ilustrador francês,

conhecido como o “Michelangelo da caricatura”. Foi um dos mestres da

litografia. Sua caricatura Gargântua, que ridicularizava o rei Luís Filipe,

custou-lhe seis meses de prisão em 1831. Durante este tempo retratou os

companheiros de cárcere, tornando-se ainda mais popular. A história da Caricatura - Parte II 13 Depois de solto,

colaborou com a revista La Caricature e mais tarde com a célebre Le

Charivari. São conhecidas mais de 4.000 litografias de Daumier, todas fruto

de uma visão crítica e irônica dos acontecimentos de sua época.

 

PARIS, 1855

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Monet tinha um grande senso de humor, mas não ia mu

 

ito bem na escola.

Talvez sofresse de déficit de atenção.

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Não prestava atenção as aulas e

passava a maior parte do tempo desenhando. Claude t

 

ornou-se um ótimo

caricaturista. Já adolescente foi muito requisitado para caricaturar

pessoas, como o advogado Léon Marchon.

 

 

 

 

SEC. XIX

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A história da Caricatura - Parte II 9

Testemunha da vida noturna de Montmartre, Henri de Toulousse-Lautrec não

apenas fez pinturas, como também cartazes promocionais dos cabarés e

teatros, uma verdadeira revolução gráfica na publicidade do século XIX (a

arte deixaria de ser contratada apenas pela Igreja e nobreza, para ser

comprada pelo comércio criado pela revolução industrial). A história da Caricatura - Parte II 8Fez inúmeras

caricaturas de personagens da noite parisiense, em especial o Moulin Rouge,

como Yvette Guilbert. O cartaz litográfico colorido é uma nova ferramenta

de divulgação. Jules Chéret, Alfons Mucha e Toulouse-Lautrec revolucionaram

o design gráfico dos cartazes, definindo o estilo que seria conhecido como

Art Nouveau, influenciando até as Histórias em Quadrinhos que estavam pra

explodir no mundo.

 

MANUEL DE ARAUJO PORTO-ALEGRE

(1806 — 1879)

A história da Caricatura - Parte II 7

Primeiro e único barão de Santo Ângelo, foi escritor, político, jornalista

(fundou as revistas Nitheroy e Lanterna Mágica, publicação de humor

político), pintor, caricaturista, arquiteto, crítico e historiador de arte,

professor e diplomata brasileiro.

 

ANGELO AGOSTINI

(1843 — 1910)

A história da Caricatura - Parte II 6

Desenhista italiano que fez carreira no Brasil. Um dos primeiros

cartunistas brasileiros, foi o mais importante artista gráfico do Segundo

Reinado.

Em 1864 fundou o Diabo Coxo (jornal ilustrado de SP), que contava com

textos do poeta abolicionista Luís Gama. Fez sucesso, mas foi fechado em

  1. Em 1866 lançou o Cabrião, cuja sede chegou a ser depredada, por conta

dos ataques de Agostini ao clero e à elite escravocrata paulista. Faliu em

1867.

O artista mudou-se para o Rio de Janeiro, em O Mosquito e Vida Fluminense

publicou muitas charges satíricas de D. Pedro II. Em 30 de Janeiro de 1869,

publicou Nhô-Quim, ou Impressões de uma Viagem à Corte, considerada uma das

primeiras HQs do Brasil e uma das mais antigas do mundo.

Criou a Revista Illustrada, um marco editorial no país, onde publicou o

personagem Zé Caipora (1883), depois em O Malho e na Don Quixote. Foi

republicado em fascículos em 1886, a primeira revista de quadrinhos com um

personagem fixo a ser lançada no Brasil.

 

BORDALO PINHEIRO

(1846 — 1905)

Foi um artista português, de obra vasta dispersa por largas dezenas de

livros e publicações, precursor do cartaz artístico em Portugal,

desenhador, aguarelista, ilustrador, decorador, caricaturista político e

social, jornalista, ceramista e professor. O seu nome está intimamente

ligado à caricatura portuguesa, à qual deu um grande impulso,

imprimindo-lhe um estilo próprio que a levou a uma visibilidade nunca antes

atingida. É o autor da representação popular do Zé Povinho, que se veio a

tornar num símbolo do povo português. Entre seus irmãos estava o pintor

Columbano Bordalo Pinheiro.

O Museu Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa, reúne a sua obra.

 

WINSOR McCAY

(1867 – 1934)

Foi um cartunista e animador estadunidense.

Artista prolífico, McCay foi pioneiro na técnica de desenhos animados,

criando um padrão que seria seguido por Walt Disney e outros em décadas

seguintes. Suas duas criações mais conhecidas foram a tira semanal Little

Nemo in Slumberland, publicada de 1905 a 1914 e de 1924 a 1927, e a

animação Gertie the Dinosaur, criada em 1914.

Seu trabalho nas tiras de jornal influenciou gerações de artistas,

incluindo nomes como Moebius, Chris Ware, William Joyce e Maurice Sendak.

 

CARICATURA NO INICIO DO SECULO XX

(1903-2003)

Al Hirschfeld foi um famoso ilustrador do jornal The New York Times, cujos

desenhos inspiraram a animação do segmento ao som de Rhapsody in Blue, de

George Gershwin, no filme de animação Fantasia 2000.

Sua linha elegante e estilosa, criava caricaturas simples, objetivas e

geniais.

http://www.alhirschfeld.com

 

CARICATURA MODERNA

 

David Levine iniciou sua carreira por volta de 1940, como grande critico

caricaturista norte-americano, faleceu em 2009.

Certamente ele marcou gerações com suas caricaturas estilosas: distorção na

medida, sem exageros melodramáticos, bico-de-pena elegante, luz e sombra

marcantes.

“David Levine, talvez o maior caricaturista desde os tempos de Daumier, não

poderá registrar a era Barack Obama, que começa agora. Sua visão foi

afetada por uma degeneração macular e tornou hesitante o traço preciso com

o qual, há quase cinquenta anos, demole biografias e ilumina, satiriza e

alfineta todos os presidentes americanos do século XX. Um drama agudo feriu

a celebrada revista literária The New York Review of Books ao longo de todo

o ano de 2006.

Nada a ver com o -conteúdo de algum de seus artigos sobre política ou

cultura. Nem com as discussões tipicamente biliosas de sua seção de cartas.

Ou com os anúncios pessoais altamente instigantes da última página. O drama

se desenrolou em torno das magistrais ilustrações do caricaturista David

Levine, que há 45 anos se confundiam com a identidade da revista.”

http://www.davidlevineart.com

 

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