Advogada negra foi agredida por policiais

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Advogada negra agredida por policiais

No ultimo dia 22, uma mulher negra de 29 anos, advogada, que fumava cigarro de palha, recebeu chutes e tapas e foi vítima de estupro por parte dos policiais, no condomínio onde mora, em Contagem-MG.

Rascunho automático 67

Segundo o boletim de ocorrência, a PM foi chamada por volta das 11h para atender à reclamação do síndico do prédio sobre “divergências entre vizinhos”. A advogada diz que estava colhendo acerolas na área comum do edifício quando viu a viatura da PM e resolveu checar o que acontecia.

Segundo a denúncia feita por Sandra*, o cabo Renato acertou um tapa no lado direito de seu rosto que a jogou no chão e, logo em seguida, os outros dois militares, soldado Raphael e sargento Reinaldo, ajudaram a imobilizá-la. “Eles me colocaram de bruços, me algemaram, pisaram nos meus braços, chutaram meu corpo. Um deles, o mais gordinho, passou a bota entre as minhas pernas e pelo meu corpo. E esfregou os quadris dele em mim. Eu pedi várias vezes para parar e ele só ria”, disse a advogada. “Eu ainda fui arrastada pela área comum do prédio à força, antes de ficar quase meia hora num camburão, exposta na porta do meu condomínio”, disse Sandra*.

No dia 28 de novembro, a Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais (OAB-MG) ouviu a vítima e decidiu denunciar o cabo Renato Pereira da Silva, o soldado Raphael Lucas de Oliveira e o sargento Reinaldo Magalhães Marques por agressão, estupro e racismo, com base no depoimento da vítima e do advogado que a acompanhou na delegacia. Os três policiais são lotados na 26ª Companhia do 39ª Batalhão da Polícia Militar em Contagem.

Segundo o presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-MG, William Santos, os policiais serão denunciados por tortura, estupro, racismo e lesão corporal, proporcionalmente à atuação de cada um deles no caso. “O que houve foi um conjunto de agressões. A vítima também relata que, antes de ser agredida, chegou a estender a mão para um dos policiais e ele se recusou a cumprimentá-la. Houve uma postura nítida de racismo, inclusive na delegacia, onde a advogada foi filmada por policiais que debocharam dela e duvidaram que ela pudesse ser advogada. Nós exigimos providências proporcionais a esses policiais agressores”, disse William.

Ela está há uma semana fora de casa com a filha de sete anos por medo de um retorno dos policiais.

A agressão física despropositada e o estupro são violências física com consequências psicológicas, e são práticas regulares da Polícia Militar e dos golpistas. Combater o golpe de Estado, a direita golpista, é combater o machismo e a violência contra a mulher.

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