Nova exposição de arte censurada, agora pela esquerda

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Nova exposição de arte censurada, agora pela esquerda

Uma exposição de arte chamada Pourquoi pas?, de Alexandra Loras, pintou de preto, digitalmente, rostos de personalidades brancas. Segundo a autora da exposição, a ideia “era fazer uma reflexão sobre o protagonismo do negro na sociedade brasileira”.

Rascunho automático 67

Em tempos onde falar o que pensa pode levar alguém para cadeia, não demorou para que a exposição fosse acusada, nas redes sociais, de racismo, pois, segundo as críticas, repete um método do século passado, onde atores brancos se pintavam de negros para interpretar, de maneira sarcástica, um personagem negro (chamado de black face).

Em primeiro lugar, é preciso ter uma ideia do que é liberdade de expressão. Esse direito significa que uma pessoa pode falar qualquer coisa, pode expressar seu pensamento da maneira que achar melhor, e ponto.

Não deve existir restrição a este direito. Se tiver alguma limitação, quem controlará essa limitação é o próprio estado, sendo, ele próprio, um dos maiores limitadores da expressão do povo, basta ver as concessões para os grandes monopólios da imprensa, da TV e do rádio.

Ao mesmo tempo em que é garantido o direito de crítica. De se colocar contra uma determinada ideia e lutar por essa posição, da mesma forma, da melhor maneira que uma pessoa achar que deve. Isso é uma questão completamente diferente (oposta, na verdade) de acionar o estado, seus órgãos de repressão, para combater uma exposição, uma expressão de arte tida como “racismo”.

Da mesma forma, toda a polêmica em torno da exposição, na verdade, é uma miragem. A situação do negro não vai mudar descolorindo personalidades brancas que foram pintadas de preto. É uma deixa para que alguém tenha a brilhante ideia de entregar nas mãos da Polícia Militar e o Poder Judiciário o combate ao racismo, justamente as duas organizações mais racistas do Brasil.

O negro precisa de seu próprio meio de comunicação independente. Sua organização, seus panfletos e jornais, capazes, esses sim, de levar adiante a luta do povo negro contra a opressão racial do capitalismo.

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