Uma consequência direta do golpe: diferença salarial entre homens e mulheres cresce

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Golpe aumenta ainda mais desigualdade entre homens e mulheres 1

Nas mais recentes pesquisas feitas acerca da diferença salarial entre homens e mulheres, os dados apontam que até os 40 anos de idade a porcentagem que diferencia o salário de ambos tende a aumentar em termos de desigualdade. O panorama mostrado é o de que, aos 25 anos, homens ganham 10% mais do que as mulheres, seguindo esse aspecto, a tendência é aumentar. Assim, como apontado na pesquisa mais recente, na faixa dos 40 esse número aumenta.

Rascunho automático 67

Explanado pela imprensa golpista de que mesmo ainda existindo a diferença salarial, a desigualdade tem diminuído ao longo dos anos. Diminuir não é acabar, com uma ascensão de movimentos ditos de defesa dos direitos da mulher, o que se vê, se caracteriza por meio de uma propagação de ideais meramente burgueses, com palavras de ordem como o “empoderamento da mulher”, quando na prática não está sendo discutido as questões reais e matérias das mulheres. Levando a luta das mulheres para um campo metafisico, onde se ignora a existência dos fatos concretos de opressão contra a mulher.

Com o golpe de Estado, este número aumentou e com seu aprofundamento se encaminha para uma piora maior ainda, onde não somente a questão salarial é um problema, mas também os cargos e as condições nas quais as mulheres são postas, uma consequência que está diretamente ligada ao golpe, e se dá com exemplos práticos, como: condições insalubres de trabalho quando grávidas, aumento do tempo de trabalho com a reforma previdenciária e o ataque mais recente com a PEC contra o aborto.

Está para além de um problema social, mas sim um problema político, em que mulheres são inferiorizadas pelo Estado burguês juntamente com os demais setores oprimidos da população, sendo os mais atacados. É preciso organizar a luta das mulheres de forma organizada e coerente, para que se efetive de maneira prática as questões sofridas pelas mesmas.

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